
Aqui temos um político exemplar. Todos devem seguir o exemplo deste engolidor de sopas, homem de salário congelado em frigorífico "Classe A".
Pierrot le fou
16.12.09
OS PODEROSOS TAMBÉM COMEM SOPA!
Faça como Berlusconi!
15.12.09
E O OSCAR VAI PARA...
(teste psicotécnico)
10.11.09
PESSOAS E DITADURAS (...)
ANO 2009 ANTES DE...

Olhando para a esquerda e para a direita, constatamos ou interpretamos o grande desperdício energético, na valsa das consequências psico-interesseiras, que os grandes grupos de marca registada, alimentam e passeiam, pelos canais da "comunicação vaidosa personalizada".
O palhaço do circo escreve às escondidas e esconde as suas verdadeiras emoções, assim como o ilusionista intervem de forma aberta, frente à inutilidade do tão pouco utilizado cerebelo dos seus receptores, banalizado pelos especialistas da pseudo-cultura proveitosa, casada com a tecnologia, financiada pela reunião dos neo-intelectuais dissipados, em programações especializadas, dirigidas aos consumidores do nada.
Irmãos e primos hierárquicos da sociedade imposta, consomem a sua escassa intelectualidade, ao interpretar as consequências, na prática que resulta de preconceitos aliados ao egoísmo de seres incrustados nas "lustrosas" associações dos poderes.
A valsa, (o três por quatro) tem os seu andamento particular, a harmonia poderá limitar-se e depender da forma musical.
Toda a execução respeita os encandeamentos que o compositor pretende realçar...
O Muro de Berlim é exemplo de injustiça social e de opressão estrutural afirmada por poderes organizados, distantes das obrigações e prioridades humanas.
Se em Portugal a PIDE oprimiu, torturou e desprezou com orgulho, o seu próprio povo, a RDA (República Democrática Alemã) seguiu (ou imitou) o comportamento do "Velhinho Estado Novo" ao adoptar uma forma opressiva semelhante.
Surgem os chibos, a instabilidade do povo cresce, os valores confundem-se,... As associações são discriminadas... Só existe um poder!
"Venham mais cinco" (José Afonso) faz sentido em Portugal ou na Alemanha,... Fascismo é fascismo!
Se as doutrinas confundem o Volk (povo), os cidadãos pelo mundo, continuam a conviver com ódios e rancores, dirigidos ao passado, que temem no presente disfarçado, que não os ilude.
Passadas as velhas ditaduras, permanece a dificuldade em interpretar a presença inividual de cada membro da suspeita sociedade global. As pessoas continuam a ser pessoas, o dinheiro é base injusta e severa para a pirâmide social, fixada pelos transcritores do direito à existência etiquetada pelos supermercados das organizações adultas convenientes.
A liberdade dos povos depende dos sistemas considerados pelos mesmos.
Os poderes existem e resultam da vontade própria, de alimentar ou destruir os valores que rodeiam o indivíduo ou sistema "projector".
VIVA A LIBERDADE!
Pierrot le fou, 2009
2.10.09
18.9.09
17.9.09
LEGISLATIVAS 2009 (€ ?)...
"Tera, Giga, Kilo, Super, Pequenas, Médias, Micro, Pico, Nano, Mini, Super-Mini-Infra-Mini, Infra, Sub,... Empresas!"
Farsa moderna, adaptada pelos tecnocratas-ilusionistas e usurpadores da República, a Campanha política para as Legislativas 2009, revela estupidez, vaidade, e aproveitamento, na conveniência que os membros da comunidade recitadora do passado, de retórica esgotada e inadequada, apresentam pelas ruas de Portugal, no habitual passeio, rumo às luzes da ribalta dos decisores.
PME... Três letras, um infinito de possibilidades!
Quando falar de economia está na moda, justifica-se o argumento das Pequenas e Médias Empresas, sobre tudo, quando quem exerce ou participa no poder, trata por "tu" e alimenta a ignorância do povo, em relação à matéria...
TGV (Train à Grande Vitesse - Comboio de Alta Velocidade)... Outras três letras...
Quando alguém fala sobre investimento público, agita-se a plebe, cria-se matéria diversiva e mais uma vez, alimenta-se a indecisão no eleitorado.
Poderiam os tetrápodes dos Partidos com suas "doutrinas" oxidadas, sugerir uma PMDCGV: Política de Melhoramento dos Direitos dos Cidadãos, de Grande Velocidade...
É como se fossemos à Mauritania tentar resolver o problema da exploração infantil, e ao chegar lá, reivindicariamos o problema de falta de orçamento da NASA, na preparação da próxima (ou primeira...) alunagem!
(Perceberam-me?)
Se até hoje, as políticas exercidas são perpendiculares às grandes prioridades, as promessas dos actuais candidatos ao Trono da Res Publica, apresentam-se sob forma de teorema complexo ou antitese involuntária, revelando-se incapacidade de assumir o cargo de alto responsável pelos minutos decisivos, na era do tempo económico, sustentado por deliberações incoerentes, praticadas por indivíduos aparentemente, bem intencionados.
Quando o problema das nações se encontra na injustiça e dificuldades sentidas pelos seus cidadãos, ao inflacionar conscientemente, os defeitos das acções dos seus rivais, os cabecilhas dos partidos políticos, afirmam a sua aparente intenção, como quem diz: "Ó Zé!... Estou despenteado, antes que alguém repare na meu péssimo aspecto, começa a falar sobre o pé de atleta!".
Concluo com uma Fábula de Jean de La Fontaine
O Corvo e a Raposa
O senhor corvo numa árvore empoleirado
Segurava no seu bico um queijo.
A senhora raposa, pelo odor atraída,
Dirigiu-se-lhe mais ou menos com estas palavras:
Olá! bom-dia, senhor corvo,
Como sois bonito! Como me pareceis belo!
Sem mentir, se o vosso gorjeio
For semelhante à vossa plumagem,
Vós sois a fénix dos habitantes destes bosques.
Com estas palavras o corvo não cabe em si de contente;
E para mostrar a sua bela voz,
Ele abre o grande bico e deixa cair a sua presa.
A raposa apodera-se dela e diz: "Meu bom senhor,
Aprendei que todo o bajulador
Vive às custas daquele que o escuta:
Esta lição vale bem um queijo, sem dúvida."
O corvo, envergonhado e confuso,
Jurou, mas um pouco tarde, que não o apanhariam mais.
Abraço aos candidatos a nossos futuros empregados, para o cargo de governantes e participantes, nas decisões que melhorarão Portugal, esperando que nos sirvam bem até à dissolução...
Pierrot le fou
10.8.09
20.7.09
9.7.09
Charles Baudelaire
"Les yeux des pauvres"
(Diferença e perturbações...)

Ah! vous voulez savoir pourquoi je vous hais aujourd’hui. Il vous sera sans doute moins facile de le comprendre qu’à moi de vous l’expliquer; car vous êtes, je crois, le plus bel exemple d’imperméabilité qui se puisse rencontrer.
Nous avions passé ensemble une longue journée qui m’avait paru courte. Nous nous étions bien promis que toutes nos pensées nous seraient communes à l’un et à l’autre, et que nos deux âmes désormais n’en feraient plus qu’une ; – un rêve qui n’a rien d’original, après tout, si ce n’est que, rêvé par tous les hommes, il n’a été réalisé par aucun.
Le soir, un peu fatiguée, vous voulûtes vous asseoir devant un café neuf qui formait le coin d’un boulevard neuf, encore tout plein de gravois et montrant déjà glorieusement ses splendeurs inachevées. Le café étincelait. Le gaz lui-même y déployait toute l’ardeur d’un début, et éclairait de toutes ses forces les murs aveuglants de blancheur, les nappes éblouissantes des miroirs, les ors des baguettes et des corniches, les pages aux joues rebondies traînés par les chiens en laisse, les dames riant au faucon perché sur leur poing, les nymphes et les déesses portant sur leur tête des fruits, des pâtés et du gibier, les Hébés et les Ganymèdes présentant à bras tendu la petite amphore à bavaroises ou l’obélisque bicolore des glaces panachées ; toute l’histoire et toute la mythologie mises au service de la goinfrerie.
Droit devant nous, sur la chaussée, était planté un brave homme d’une quarantaine d’années, au visage fatigué, à la barbe grisonnante, tenant d’une main un petit garçon et portant sur l’autre bras un petit être trop faible pour marcher. Il remplissait l’office de bonne et faisait prendre à ses enfants l’air du soir. Tous en guenilles. Ces trois visages étaient extraordinairement sérieux, et ces six yeux contemplaient fixement le café nouveau avec une admiration égale, mais nuancée diversement par l’âge.
Les yeux du père disaient : «Que c’est beau! que c’est beau ! on dirait que tout l’or du pauvre monde est venu se porter sur ces murs. » – Les yeux du petit garçon :«Que c’est beau! que c’est beau ! mais c’est une maison où peuvent seuls entrer les gens qui ne sont pas comme nous.» – Quant aux yeux du plus petit, ils étaient trop fascinés pour exprimer autre chose qu’une joie stupide et profonde.
Les chansonniers disent que le plaisir rend l’âme bonne et amollit le cœur. La chanson avait raison ce soir-là, relativement à moi. Non-seulement j’étais attendri par cette famille d’yeux, mais je me sentais un peu honteux de nos verres et de nos carafes, plus grands que notre soif. Je tournais mes regards vers les vôtres, cher amour, pour y lire ma pensée; je plongeais dans vos yeux si beaux et si bizarrement doux, dans vos yeux verts, habités par le Caprice et inspirés par la Lune, quand vous me dites : «Ces gens-là me sont insupportables avec leurs yeux ouverts comme des portes cochères! Ne pourriez-vous pas prier le maître du café de les éloigner d’ici ?»
Tant il est difficile de s’entendre, mon cher ange, et tant la pensée est incommunicable, même entre gens qui s’aiment !
Charles Baudelaire
2.7.09
Demissão de Manuel Pinho ou remodelação do Governo "out of phase"?
(Mentir ao povo sim, pobreza sim,... Gestos na Assembleia não!!)

"Porque choras tu menino?"
-Aquelele menino fez-me uma careta. Buáááááááááááááááááá...
- Pensei que fosse por causa do Estado da Nação...
O jovem ganha um ar sério e pergunta.
- Nação? Qual Nação?
- Esta onde nos encontramos, o nosso país... Não sabias que na Assembleia da República, foi dia para debater o Estado da Nação?
- O que é isso?
- Seria demasiado complicado explicar-te...
- Explique lá!
- Está bem, vou tentar. Sabes o que são políticos?
- Sim, são aqueles que o meu pai costuma chamar de inúteis e de ladrões...
- São pessoas eleitas pelo povo... hum hum... quando vota! Depois, essas mesmas pessoas, falam entre elas e tentam criar leis e projectos para melhorar o país.
- Quem? Os tais inúteis?
- Sim.
- Hoje, o meu pai tinha a televisão ligada e disse que um desses senhores eleitos, fez um gesto muito feio!
- O gesto não foi assim tão feio, até teria certa piada...
- Mas não se deve fazer gestos feios?
- Na Assembleia?... É melhor não... Por lá, tudo é permitido. Todos podem faltar, mentir, falar sem dizer nada, divergir só para divergir, acusar os outros, ser arrogante, ignorar os outros... até fazer caretas!
- Gestos feios é que não?
- Gestos feios é que não!... Dizem que ofende...
No festival de estranhas intervenções a que pudemos assistir hoje, na Assembleia da República Portuguesa, tivemos direito a mentiras (faz parte), um Presidente zangado, interpelações "substantivas", deputados ofendidos e até uma demissão.
As intervenções sérias dos vários deputados que abordaram assuntos prioritários perderam interesse... os senhores do jornalismo que o digam!
...Bravo! Este é o estado da nossa Nação!
Com respeito por todos os deputados da Assembleia da República Portuguesa e Governos remodelados,
Pierrot le fou
22.6.09
A Ignorância e a Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo
(original Pierrot le fou)

A noite era bem escura, a Ignorância deambulava sozinha pela isolada Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, conhecidos pelos seus actos intelectuais revolucionários, tão temidos pelos conservadores da escrita antiga.
A pouca luz dos candeeiros tornava clara, a decadência das ruas dos abandonados bairros ocupados por resistentes de várias tendências e expressões literárias, que ali encontravam serenidade e isolamento necessário para desenvolver as suas teses, como se o lado físico da existência, nada significasse.
Os sábios da reconhecida comunidade, tinham aplicado um método que consistia na inter-valorização dos presentes, organizando encontros diários, onde todos os participantes apresentavam as suas ideias e reflectiam sobre as projecções dos colegas intervenientes.
Na mesma noite, a Ignorância passava em frente a uma casa, quando ouve uma voz perguntar:
"Que fazes tu por aqui?"
- Venho falar com o teu chefe.
- Aqui não há chefes! Somos todos iguais, reunimo-nos para decidir qual a função mais adequada para cada um dos membros da nossa comunidade.
- Seja... Venho mandatado pela Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna.
- O que nos querem esses encéfalos congelados?
- A vossa proposta foi avaliada e rejeitada.
- Outra vez? Não aceitam nem uma! E os cobardes enviam um Zé qualquer para nos anunciar as suas decisões... Qual é a sua posição lá na Comissão?
- Eu? Eu sou a Ignorância.
- Não me admira!
- Ai sim? Porquê?
- A resposta tem nome e encontra-se aqui na cidade, bem longe dos sentados que votam presente, para vetar a evolução! Se desejar aprender alguma coisa ou esclarecer as suas dúvidas, terá de forma definitiva, que atravessar a fronteira que separa o mundo do comodismo dos tecnocratas, do cenário dos infinitos actos benevolentes e construções por aplaudir!
- Sabe que não pertenço a esse meio...
- Como desejar... Já agora, poderia levar mais uma proposta, lá para a Alta Comissão?
- Qual é a palavra?
- "Politocrata"... Um adjectivo..."
E assim, demoraria mais algum tempo, a viagem de ida e volta de mais uma palavra que, depois de uma habitual, negativa e automatizada decisão dos poderosos senhores da Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna, viria juntar-se aos sonhadores da Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, adiando-se mais uma vez, a eminente Revolução das Letras.
Pierrot le fou
19.6.09
A Ervilha
(Alfadiálogo)
Aferição? Toma lá aflição!

"O senhor tem alguma coisa a acrescentar ao seu depoimento?"
A - Não!
B - Declaro encerrado o leilão!
C - A defesa submete-se e apoiará qualquer decisão!
D - Próximos!
E - Aqui estamos...
F - Apresentem-se.
G - Somos nós.
H - Muito bem. Porque roubaram os senhores, a ervilha que sobrou do jantar do senhor Z?
I - Estávamos todos famintos...
J - Os senhores reconhecem o crime?!
K- Sim, senhor Doutor Juiz, Vossa Eminência, Deus nosso Senhor, sua Importância... Pai... Papá (choramingava K)
L - Tem horas?
M - Porque pergunta?
N - Por questões de dinheiro.
O - Dinheiro?
P - Tempo!... Tempo é dinheiro.
Q - Ah, até que enfim!
R - O quê?
S - Até que enfim, que encontro uma pessoa que respeita a grande teoria de Darwin!
T - Não percebo...
U - O senhor não contraria as sugestões ou propostas deliberadas, que os nossos parecidos tentaram projectar, na ciência fundida.
V - Que confusão na sua linguagem!
W - Acha?
X - Já não percebo nada, sinto que preciso de estudar mais!
Y - O senhor acaba de despir a sua consciência... Que bela mulher!
Z - Com intenção de ser bom talvez mas... sou tão pudico... Só não admito que me roubem!... Nada, nem uma ervilha!!!
Na encruzilhada dos valores voláteis apresentados pelos futuristas e conservadores do velhinho dinheiro, o poder dos filósofos e cientistas embebedados, tem uma notável fatia de responsabilidade nos resultados da grande Academia dos Templários do Ultrapassado Método de Ensino Politizado, distante das prováveis sociedades futuras!
Perceberam alguma coisa?...
Pierrot le fou






