2.7.09

Demissão de Manuel Pinho ou remodelação do Governo "out of phase"?
(Mentir ao povo sim, pobreza sim,... Gestos na Assembleia não!!)


"Porque choras tu menino?"
-Aquelele menino fez-me uma careta. Buáááááááááááááááááá...
- Pensei que fosse por causa do Estado da Nação...
O jovem ganha um ar sério e pergunta.
- Nação? Qual Nação?
- Esta onde nos encontramos, o nosso país... Não sabias que na Assembleia da República, foi dia para debater o Estado da Nação?
- O que é isso?
- Seria demasiado complicado explicar-te...
- Explique lá!
- Está bem, vou tentar. Sabes o que são políticos?
- Sim, são aqueles que o meu pai costuma chamar de inúteis e de ladrões...
- São pessoas eleitas pelo povo... hum hum... quando vota! Depois, essas mesmas pessoas, falam entre elas e tentam criar leis e projectos para melhorar o país.
- Quem? Os tais inúteis?
- Sim.
- Hoje, o meu pai tinha a televisão ligada e disse que um desses senhores eleitos, fez um gesto muito feio!
- O gesto não foi assim tão feio, até teria certa piada...
- Mas não se deve fazer gestos feios?
- Na Assembleia?... É melhor não... Por lá, tudo é permitido. Todos podem faltar, mentir, falar sem dizer nada, divergir só para divergir, acusar os outros, ser arrogante, ignorar os outros... até fazer caretas!
- Gestos feios é que não?
- Gestos feios é que não!... Dizem que ofende...

No festival de estranhas intervenções a que pudemos assistir hoje, na Assembleia da República Portuguesa, tivemos direito a mentiras (faz parte), um Presidente zangado, interpelações "substantivas", deputados ofendidos e até uma demissão.
As intervenções sérias dos vários deputados que abordaram assuntos prioritários perderam interesse... os senhores do jornalismo que o digam!
...Bravo! Este é o estado da nossa Nação!

Com respeito por todos os deputados da Assembleia da República Portuguesa e Governos remodelados,

Pierrot le fou

22.6.09

A Ignorância e a Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo
(original Pierrot le fou)


A noite era bem escura, a Ignorância deambulava sozinha pela isolada Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, conhecidos pelos seus actos intelectuais revolucionários, tão temidos pelos conservadores da escrita antiga.
A pouca luz dos candeeiros tornava clara, a decadência das ruas dos abandonados bairros ocupados por resistentes de várias tendências e expressões literárias, que ali encontravam serenidade e isolamento necessário para desenvolver as suas teses, como se o lado físico da existência, nada significasse.

Os sábios da reconhecida comunidade, tinham aplicado um método que consistia na inter-valorização dos presentes, organizando encontros diários, onde todos os participantes apresentavam as suas ideias e reflectiam sobre as projecções dos colegas intervenientes.

Na mesma noite, a Ignorância passava em frente a uma casa, quando ouve uma voz perguntar:
"Que fazes tu por aqui?"
- Venho falar com o teu chefe.
- Aqui não há chefes! Somos todos iguais, reunimo-nos para decidir qual a função mais adequada para cada um dos membros da nossa comunidade.
- Seja... Venho mandatado pela Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna.
- O que nos querem esses encéfalos congelados?
- A vossa proposta foi avaliada e rejeitada.
- Outra vez? Não aceitam nem uma! E os cobardes enviam um Zé qualquer para nos anunciar as suas decisões... Qual é a sua posição lá na Comissão?
- Eu? Eu sou a Ignorância.
- Não me admira!
- Ai sim? Porquê?
- A resposta tem nome e encontra-se aqui na cidade, bem longe dos sentados que votam presente, para vetar a evolução! Se desejar aprender alguma coisa ou esclarecer as suas dúvidas, terá de forma definitiva, que atravessar a fronteira que separa o mundo do comodismo dos tecnocratas, do cenário dos infinitos actos benevolentes e construções por aplaudir!
- Sabe que não pertenço a esse meio...
- Como desejar... Já agora, poderia levar mais uma proposta, lá para a Alta Comissão?
- Qual é a palavra?
- "Politocrata"... Um adjectivo..."

E assim, demoraria mais algum tempo, a viagem de ida e volta de mais uma palavra que, depois de uma habitual, negativa e automatizada decisão dos poderosos senhores da Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna, viria juntar-se aos sonhadores da Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, adiando-se mais uma vez, a eminente Revolução das Letras.

Pierrot le fou

19.6.09

A Ervilha
(Alfadiálogo)
Aferição? Toma lá aflição!


"O senhor tem alguma coisa a acrescentar ao seu depoimento?"

A - Não!
B - Declaro encerrado o leilão!
C - A defesa submete-se e apoiará qualquer decisão!
D - Próximos!
E - Aqui estamos...
F - Apresentem-se.
G - Somos nós.
H - Muito bem. Porque roubaram os senhores, a ervilha que sobrou do jantar do senhor Z?
I - Estávamos todos famintos...
J - Os senhores reconhecem o crime?!
K- Sim, senhor Doutor Juiz, Vossa Eminência, Deus nosso Senhor, sua Importância... Pai... Papá (choramingava K)
L - Tem horas?
M - Porque pergunta?
N - Por questões de dinheiro.
O - Dinheiro?
P - Tempo!... Tempo é dinheiro.
Q - Ah, até que enfim!
R - O quê?
S - Até que enfim, que encontro uma pessoa que respeita a grande teoria de Darwin!
T - Não percebo...
U - O senhor não contraria as sugestões ou propostas deliberadas, que os nossos parecidos tentaram projectar, na ciência fundida.
V - Que confusão na sua linguagem!
W - Acha?
X - Já não percebo nada, sinto que preciso de estudar mais!
Y - O senhor acaba de despir a sua consciência... Que bela mulher!
Z - Com intenção de ser bom talvez mas... sou tão pudico... Só não admito que me roubem!... Nada, nem uma ervilha!!!

Na encruzilhada dos valores voláteis apresentados pelos futuristas e conservadores do velhinho dinheiro, o poder dos filósofos e cientistas embebedados, tem uma notável fatia de responsabilidade nos resultados da grande Academia dos Templários do Ultrapassado Método de Ensino Politizado, distante das prováveis sociedades futuras!

Perceberam alguma coisa?...

Pierrot le fou

17.6.09

O Homem e o presente

(para ampliar, clique na imagem)

Pierrot le fou

12.6.09

Direitos do Homem?... No futebol!


"Por quanto vendeste o Ronaldo?
- 93 milhões de Euros.
- Só?...
- O que querias? É a recessão!
- A vida é ingrata!
- A culpa é do povo!
- Temos que criar um sindicato!
- Um partido político!"

Um parido polít... Porque não alterar os artigos 1º, 2º e 3º, da Declaração Universal dos Direitos do Homem?

ARTIGO 1.º (segundo os rapazes do futebol)
Todos os seres humanos nascem obrigados e iguais em dignidade e em direitos, no futebol. Dotados de razão e de consciência no futebol, devem agir uns para com os outros em espírito de futebol.

ARTIGO 2.º (segundo os rapazes do futebol)
Todos os seres humanos do futebol podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação, no futebol.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania, no futebol.

ARTIGO 3.º (segundo os rapazes do futebol)
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, no futebol.


Parabéns ao Senhor Doutor Futebol (e atletas comercializáveis com saúde,... na moda).

Pierrot le fou

10.6.09

Descubra a difrença...
(só para adultos portugueses...recenseados)

Estas imagens parecem iguais mas na verdade existe uma diferença.
Descubra a dferença entre as duas imagens.
(aonde é que já leu isto?...)


Já descobriu?
Será isto que alguns abstencionistas pretendem? (ou com outra instituição rival?...)

Pierrot le fou

Governar...
Teatro e poesia? Evoquem os verdadeiros!
(prejuízo para os acomodados interesseiros!)


Não peçam a um poeta ou a um actor de teatro, para governar um país!
Não insistam...
Ao fazê-lo, poderão acordar uma capacidade oculta, de seres poderosos, reveladores de infinitas e benéficas possibilidades, até agora, no seu estado de repouso!

Pierrot le fou

8.6.09

Resultados Eleições Europeias 2009
(Percentagens? Vence a abstenção!)


36.48% dos portugueses (recenseados...) deslocaram-se às urnas para exercer o seu momentâneo (ou curto) e penoso direito cívico, que é colocar um papel dobrado, numa caixa, em cima de uma mesa.
Aqueles que parecem não se preocupar com o rumo de Portugal, mais uma vez venceram, desta vez, com os gloriosos 63.52%.
Define-se assim, a presença portuguesa... em Portugal!

Siga a seta...

O ORGULHO DOS PORTUGUESES:

OS RESULTADOS DOS PORTUGUESES:


Considerando os 36.48% de portugueses que elegeram os eurodeputados portugueses...

REALIDADE E ORGULHO DOS PORTUGUESES:

Deverá o INE (ou um seu estatístico familiar), desenvolver um estudo sobre a relação entre os 63.52% e o comportamento dos rivais e afirmados deputados das Assembleias dos Cafés e esplanadas por Portugal?

Pierrot le fou (horas depois de colocar o papel na caixa em cima da mesa)

7.6.09

Votar para pouco ou nada mudar...
Reciclagem da Limitada Liberdade
(Eleições Europeias 2009)


Votar é uma liberdade.
O dia seguinte é o início da habitual ansiosa contagem decrescente, para a próxima votação.

desejo a todos, um excelente momento de votação...

Pierrot le fou

3.6.09

O Milagre do banqueiro
(obsessão e recompensa)


Molière, La Fontaine?


"Fui roubado! Roubaram-me! Aonde está o meu dinheiro?"

"Onde estás tu? Meu tesouro, força que me faz viver, minha matéria, de inestimável valor... meu tudo!
Aparece Dinheiro! todos me observam e satisfazem a sua existência, ao verem-me assim tão vulnerável... Volta!
Não me abandones neste momento de injustiça social, dirigida à minha sensível riqueza escondida!

Neste meu estado de desespero, nada me importará, uma nacionalização provisória da minha instituição aceitar, se o Estado assumir as minhas dificuldades e tratar este meu mal estar, com mais uma imposta contribuição, que meus habituais Ministros e deputados colaboradores, venham a cobrar a todos os distraídos e calados pagadores, da adormecida República... Eles são tantos!

Como é feia e pesada, esta tua dedicatória... que acredito ter caído em cima de mim, por tua inconsciência, acredito na tua boa fé e anseio pela reparação deste teu involuntário erro... Ó Deus, prometo-te melhorar-me, evoluir é o meu desejo,... sou um humilde banqueiro, um ser humano... por favor, preciso de um milagre!"

E assim foi...

No lugar do mentiroso e interesseiro declamador, que com a sua ardilosa irreverência, tudo fizera e reivindicara em seu nome, num instante tão breve quanto a premeditação das consequências da popularizada recessão, um fenómeno digno de primeiras páginas (...) e fóruns televisivos, aconteceu...
O homem acabava de transformar-se numa bolsa de material sintético, ...nas normas de certa união, que nos tempos em que decorreu esta história, fora conhecida por "europeia"...

Em resultado desta súbita metamorfose, em Nova Iorque, na 5ª Avenida, um turista pergunta: "Quanto custa essa bolsa?
- 19.99 Dólares, respondeu o comerciante.
- Só?
- Sim man, não passa de uma vulgar bolsa, que um sujeito aqui deixou para cobrir a diferença que faltava, para pagar um casaco que aqui comprou.
- Ainda melhor,... sabe... É tão raro encontrar uma bolsa que chora..."

Pierrot le fou

29.5.09

O Pobre Governador e o Homem Frio
(pena perpétua para a vítima)


"Cometi um crime grave!" Gritava o desesperado ser, inconformado com a flagrante estupidez que dirigira o seu destino naquela decisiva hora.
- Um crime? Gaba-se de ter cometido um crime em voz alta e continua a passear pelas ruas? Pergunta o Homem Frio, com voz revoltada.
- Não me gabo, pelo contrário,... Ao gritar, solto o meu puro e límpido desejo, de mostrar arrependimento. Sou um simples ser, os meus impulsos são naturais,... Falar alto, é um direito pessoal, complementar da minha nobre função... um direito adquirido.
- Adquirido ?...
- Sim, a lei prevê imensas regalias, para pessoas importantes como eu, posso por isso, ao dirigir-me aos outros, aplicar a dinâmica que considerar necessária...
- Importantes?! O que faz o senhor?
- Sou governador.
- O que governa o senhor?
- Um banco.
- Um banco?! Aaaaah, Já percebi tudo, andou a mamar dinheiro e prestígio, desde sempre e em tempos agitados, chama pela mamã! Continue a representar, não encoste essa sua falsidade...
- Eu não sou falso!!
- Então porque chora por transferência bancária, em vez de agir com dignidade?...
- Dignidade? Como?
- É tão fácil...
- Fácil?
- Sim, "Senhor Moedas dos Outros"! Fácil e barato para a sua ignorância e colaboração, geneticamente alteradas pela sua mente obcecada em injustiça e dificuldade dedicadas a todos os que respiram a seu lado!!
- Sabe? Sinto-me tão mal...
- Mal? Os seus sentimentos nunca serão julgados, o seu arrependimento é desfasado, frente à imoralidade, que em sua egoísta defesa, tenta realçar!
- O senhor é mau!
- Mau? Todo o dinheiro que recebeu ou refundiu, atrás das suas máscaras, no Carnaval dos idiotas das instituições mentirosas, serviu a sua culpada vaidade mas não impediu a oxidação da sua carcaça, nem a emergência dos responsáveis por tantas vitimas pelo Mundo!
- Sinto-me Mal!
- Outra vez?
- Sim! é um direito...
- Adquirido, já todos sabemos! Tem direitos personalizados, destinados à sua inútil importância! Diga em voz alta... Diga se é homem forte, para assumir os seus erros! Diga que é ladrão do povo e usurpador dos seus direitos!!
- ...
O Governador evaporou-se,... (como o Escudo português).
O tempo passou, passou. até que...

Numa prisão, encontrava-se o o Homem Frio a narrar:
- ...e felizmente, passados poucos dias deste defeituoso encontro, fez-se justiça, o homem que ao longo de tantas décadas, todos os vivos, enganara, foi destituído do seu alto cargo de Governador da Caixa Forte Moderna do Reino Portucalense Europeu.
- Prenderam o gajo?
- Sei lá!... Não passo dum cidadão que tenta respeitar a hierarquia das penas!

No ciclo dos vivos indefesos, justiça institucional e razão, seriam elementos nulos, em favor de qualquer lógica ou conclusão, para os seres encurralados, no trampolim dos acrobatas da moralidade...

Pierrot le fou

28.5.09

Rir faz bem à saúde (Parte 3)
"O homem e a luz"

(acordo ortográfico? E se falássemos assim?...)


Ah! Mas que bela matinada! Diz o falador logo depois de acordar.
Hoje, mal abri o estoril do meu quarteto, logo toda a solaria entrou alegremente.
"É grande prazer que tenho, este de te ver assim tão claro, mais essa vontade de tudo me mostrares, me dá ideias e faz acordar... Ó Dia!" (completou).
Como é bom saber-te aí, então que a minha parte é tão pequena e dependente dos teus humores... ó Tempo! Disse.
Se assim continuares, para te ajudar, em nada me importará com minha lanterneta iluminar, os restos da nossa Terreta, que não consigas alcançar.
Tanta luzura, tanta verdade!
É importante para a minha presença aqui, que tudo se veja com a digna aparência, de tudo que pretende aparecer.
Por cá, muitos são os homens, que melhor querem ver e que mal usam a olheira, tantas são as almas perdidas que não se fartam de tentar...
Se toda essa tua esforçura e vontade de nos mostrar o que é e se pode observar, é sinal de boa fé, reconheço, grandiosidade e enormidão, nessa tua capacidade de tornar banais os candeeiros em minha casa, ao acenderes a luz deste céu tão enorme.
Hoje, foi um bom acordamento! Sinto-me mais forte e mais capaz de interpretar!
Vejo bem, tudo tem cor própria e grandiosidade.
Serei a partir de hoje, grande olhador e guardarei debaixo da boina, todas as imagens de proveito inquestionável.

O dia seguiu o seu rumo, deixando para trás, mais um recém-acordado olhador, que em resultado desta sua nova existência, cancelou o contrato com a empresa fornecedora de energia eléctrica e passou a olhar muito mais.

Pierrot le fou