Molière, La Fontaine? 
"Fui roubado! Roubaram-me! Aonde está o meu dinheiro?"
"Onde estás tu? Meu tesouro, força que me faz viver, minha matéria, de inestimável valor... meu tudo!
Aparece Dinheiro! todos me observam e satisfazem a sua existência, ao verem-me assim tão vulnerável... Volta!
Não me abandones neste momento de injustiça social, dirigida à minha sensível riqueza escondida!
Neste meu estado de desespero, nada me importará, uma nacionalização provisória da minha instituição aceitar, se o Estado assumir as minhas dificuldades e tratar este meu mal estar, com mais uma imposta contribuição, que meus habituais Ministros e deputados colaboradores, venham a cobrar a todos os distraídos e calados pagadores, da adormecida República... Eles são tantos!
Como é feia e pesada, esta tua dedicatória... que acredito ter caído em cima de mim, por tua inconsciência, acredito na tua boa fé e anseio pela reparação deste teu involuntário erro... Ó Deus, prometo-te melhorar-me, evoluir é o meu desejo,... sou um humilde banqueiro, um ser humano... por favor, preciso de um milagre!"
E assim foi...
No lugar do mentiroso e interesseiro declamador, que com a sua ardilosa irreverência, tudo fizera e reivindicara em seu nome, num instante tão breve quanto a premeditação das consequências da popularizada recessão, um fenómeno digno de primeiras páginas (...) e fóruns televisivos, aconteceu...
O homem acabava de transformar-se numa bolsa de material sintético, ...nas normas de certa união, que nos tempos em que decorreu esta história, fora conhecida por "europeia"...
Em resultado desta súbita metamorfose, em Nova Iorque, na 5ª Avenida, um turista pergunta: "Quanto custa essa bolsa?
- 19.99 Dólares, respondeu o comerciante.
- Só?
- Sim man, não passa de uma vulgar bolsa, que um sujeito aqui deixou para cobrir a diferença que faltava, para pagar um casaco que aqui comprou.
- Ainda melhor,... sabe... É tão raro encontrar uma bolsa que chora..."
Pierrot le fou
3.6.09
O Milagre do banqueiro
(obsessão e recompensa)
29.5.09
O Pobre Governador e o Homem Frio
(pena perpétua para a vítima)

"Cometi um crime grave!" Gritava o desesperado ser, inconformado com a flagrante estupidez que dirigira o seu destino naquela decisiva hora.
- Um crime? Gaba-se de ter cometido um crime em voz alta e continua a passear pelas ruas? Pergunta o Homem Frio, com voz revoltada.
- Não me gabo, pelo contrário,... Ao gritar, solto o meu puro e límpido desejo, de mostrar arrependimento. Sou um simples ser, os meus impulsos são naturais,... Falar alto, é um direito pessoal, complementar da minha nobre função... um direito adquirido.
- Adquirido ?...
- Sim, a lei prevê imensas regalias, para pessoas importantes como eu, posso por isso, ao dirigir-me aos outros, aplicar a dinâmica que considerar necessária...
- Importantes?! O que faz o senhor?
- Sou governador.
- O que governa o senhor?
- Um banco.
- Um banco?! Aaaaah, Já percebi tudo, andou a mamar dinheiro e prestígio, desde sempre e em tempos agitados, chama pela mamã! Continue a representar, não encoste essa sua falsidade...
- Eu não sou falso!!
- Então porque chora por transferência bancária, em vez de agir com dignidade?...
- Dignidade? Como?
- É tão fácil...
- Fácil?
- Sim, "Senhor Moedas dos Outros"! Fácil e barato para a sua ignorância e colaboração, geneticamente alteradas pela sua mente obcecada em injustiça e dificuldade dedicadas a todos os que respiram a seu lado!!
- Sabe? Sinto-me tão mal...
- Mal? Os seus sentimentos nunca serão julgados, o seu arrependimento é desfasado, frente à imoralidade, que em sua egoísta defesa, tenta realçar!
- O senhor é mau!
- Mau? Todo o dinheiro que recebeu ou refundiu, atrás das suas máscaras, no Carnaval dos idiotas das instituições mentirosas, serviu a sua culpada vaidade mas não impediu a oxidação da sua carcaça, nem a emergência dos responsáveis por tantas vitimas pelo Mundo!
- Sinto-me Mal!
- Outra vez?
- Sim! é um direito...
- Adquirido, já todos sabemos! Tem direitos personalizados, destinados à sua inútil importância! Diga em voz alta... Diga se é homem forte, para assumir os seus erros! Diga que é ladrão do povo e usurpador dos seus direitos!!
- ...
O Governador evaporou-se,... (como o Escudo português).
O tempo passou, passou. até que...
Numa prisão, encontrava-se o o Homem Frio a narrar:
- ...e felizmente, passados poucos dias deste defeituoso encontro, fez-se justiça, o homem que ao longo de tantas décadas, todos os vivos, enganara, foi destituído do seu alto cargo de Governador da Caixa Forte Moderna do Reino Portucalense Europeu.
- Prenderam o gajo?
- Sei lá!... Não passo dum cidadão que tenta respeitar a hierarquia das penas!
No ciclo dos vivos indefesos, justiça institucional e razão, seriam elementos nulos, em favor de qualquer lógica ou conclusão, para os seres encurralados, no trampolim dos acrobatas da moralidade...
Pierrot le fou
28.5.09
Rir faz bem à saúde (Parte 3)
"O homem e a luz"
(acordo ortográfico? E se falássemos assim?...)

Ah! Mas que bela matinada! Diz o falador logo depois de acordar.
Hoje, mal abri o estoril do meu quarteto, logo toda a solaria entrou alegremente.
"É grande prazer que tenho, este de te ver assim tão claro, mais essa vontade de tudo me mostrares, me dá ideias e faz acordar... Ó Dia!" (completou).
Como é bom saber-te aí, então que a minha parte é tão pequena e dependente dos teus humores... ó Tempo! Disse.
Se assim continuares, para te ajudar, em nada me importará com minha lanterneta iluminar, os restos da nossa Terreta, que não consigas alcançar.
Tanta luzura, tanta verdade!
É importante para a minha presença aqui, que tudo se veja com a digna aparência, de tudo que pretende aparecer.
Por cá, muitos são os homens, que melhor querem ver e que mal usam a olheira, tantas são as almas perdidas que não se fartam de tentar...
Se toda essa tua esforçura e vontade de nos mostrar o que é e se pode observar, é sinal de boa fé, reconheço, grandiosidade e enormidão, nessa tua capacidade de tornar banais os candeeiros em minha casa, ao acenderes a luz deste céu tão enorme.
Hoje, foi um bom acordamento! Sinto-me mais forte e mais capaz de interpretar!
Vejo bem, tudo tem cor própria e grandiosidade.
Serei a partir de hoje, grande olhador e guardarei debaixo da boina, todas as imagens de proveito inquestionável.
O dia seguiu o seu rumo, deixando para trás, mais um recém-acordado olhador, que em resultado desta sua nova existência, cancelou o contrato com a empresa fornecedora de energia eléctrica e passou a olhar muito mais.
Pierrot le fou
26.5.09
O Escuro (curto diálogo circunstancial)

"Ai, ai... Ai ai ai!"
...Ai? Pergunta uma voz na escuridão, naquele espaço perdido, talvez infinito.
- Sim... Ai!
- Há por aí sofrimento?
Faz-se silêncio e... e ouve-se:
- Sofrimento não! Ai ai ai ai!...
- Que tentas dizer? Porque produzes tantos sons, para tanto ou nada dizer?.. Quem se expressa de tal forma?
- Eu!
- Eu?... Posso ajudar-te?
- Sim, por favor, tenho grande medo do escuro porque nele, nada se revela, tudo é oculto e assustador... nada consigo alcançar.
- Porque vives nessa instabilidade e insegurança?
- Desde sempre fui medroso, o desconhecido merece por minha parte, exagerado respeito e incompreensão exacerbada!
- Não deve o amigo, tornar-se matéria combustível para esse seu defeito!
- Bem sei, bem sei...
- O que pensas do universo?
- Universo?... Universo... Se os versos se unissem para me proteger em tal hora, resultariam da minha criatividade, infinitas linhas de prosa benéfica e reparadora, desta insuportável fraqueza, que os presentes vulneráveis e instáveis da minha génese transportam...
- Referia-me ao universo, a imensidão... "o desconhecido"...
- Percebi.
- Essa tua fobia tem origem...
- Na escuridão!
- Na escuridão ou trevas, revela-se a interpretação e ignorância dos sábios isolados, a sua ansiedade é por si, uma considerável convicção nos seus objectivos adormecidos ou dívida pessoal para com as suas capacidades!
Faz-se silêncio e...
- Continue amigo, continue... Amigo? Amigo?!..."
Ninguém responde.
"Não me deixe aqui sozinho no escuro! Por favor!..."
O Homem Medroso ficou ali só, acompanhado da sua assustadora ansiedade, à espera...
A solidão e a ausência de luz teriam levado o Homem Medroso a comunicar com um sábio viajante invisível ou, teria o seu lado inconsciente, gerado um diálogo inibidor de seus medos, que por momentos quase iluminou uma voz reconfortante, cúmplice da sua imaginação?
Pierrot le fou
22.5.09
Tudo (conclusão imaterial)

O homem acabou por cumprir uma pena de prisão eterna, no espaço limitado pela sua mente definidora das suas capacidades em vias de revelação.
O poder interpretativo do aprendiz, já condenado à definitiva posição de recitador do vago texto conhecido até então, não lhe permitia avançar.
O caminho será longo, o traçado orgulhosamente indefinido.
Como poderá ele acordar e desencadear a reacção inteligente, reveladora da sua provável presença, no painel dos evoluidos?
Argumentava o Espaço, com teorias justificadoras dos seus resultados aparentes, tentando através de afirmados exemplos, valorizar os seus feitos, provavelmente sólidos e organizados.
Como poderia um frágil receptor, consentir uma afirmação tão vaga?
...sentimentos e fraquezas acabariam por surgir.
Pierrot le fou
11.5.09
Dançar (tout court)

Se no seu emprego (ou Trabalho...), estiver a atravessar uma fase difícil ou sentir interferência por parte de colegas impossíveis de aturar (chefes frustrados, imbecis, invejosos, complexados, mal casados,...), imagine a música e reproduza os passos do carteiro frente ao inimigo...
Veja aqui
5.5.09
30.4.09
1º de Maio 2009
Politikós - Homo Politicus - people´s Administrator
(Metamorfose)
1º de Maio, Dia do Trabalhador
2 de Maio até 30 de Abril, Dias dos Servos? (...do quê e de quem?)
Deve-se ao sector em que muitos desenvolvem a sua actividade de trabalhador independente, o facto de poucas vezes terem celebrado o 1º de Maio, por se encontrarem a trabalhar neste dia.
Ser Trabalhador Independente é:
(Provável explicação em 7 pontos)
1 - Pagar o Imposto Social (para os tecnocratas e indiferentes: "Contribuição Social"), mesmo quando não há trabalho.
2 - Não ter direito a subsídio de desemprego.
3 - Não pensar em empréstimo para casa (proibido!).
4 - Não dormir (trabalhar com directas em cima de directas).
5 - Não ter orientação nem consideração e respeito visíveis, por parte de toda a representação política!
6 - Ter as obrigações de qualquer outra cidadão que trabalhe, na condição de aceitar não usufruir de direitos sociais e de respeitar o ponto 7.
7 - Recomeçar no ponto 1
Com respeito áqueles que trabalham, desejo a todos, um excelente "Dia do Empregado do Dinheiro".
Aos políticos, economistas e outros acomodados, desejo um dia cheio de trabalho, tendo para o efeito, os senhores que sair á rua e fazer algo que se veja!
Cumprimentos ao Senhor Doutor Capital Económico e marionetes...
Rir faz bem à saúde...
Cena do filme "Le Tatoué" (1968)
"Au Sujet Du Modigliani..."

Assista aqui a um riso contagiante ( e ria-se... ninguém vê).
24.4.09
Pós 25 de Abril 2009 em Portugal?
Refundidos e frustrados continuam a impedir a sua boa aplicação!

Os direitos dos cidadãos limitam-se à sua intervenção individual e colectiva, na sociedade instável presente, considerando o estado de repouso de todo o cenário cívico.
(Pierrot le fou 2009)
DIREITOS 1948: AQUI
Os partidos políticos auto-banalizaram-se, perderam definição e significado (ver legitimidade...) por vontade própria de dirigentes oportunistas, que com sua vaidade e egoísmo, não hesitaram em aceitar o posto de "imperador do seu território", na grande escala da pirâmide social ultrapassada.
A Economia adoeceu, o poder político projecta o diagnóstico!
Os Bancos tropeçam, o poder político encontra justificação e redefine a sua decadente autoridade!
O poder político é inócuo (mas continua a decidir), as ideologias dissipam-se no ambiente das permutas ocultas definidoras do presente imoral!
Os cidadãos têm que produzir logo ao nascer!
Longe de qualquer intervenção interessante, a maioria dos recenseados, no passado, votaram nos actores que mais os encantaram, e que só passaram a conhecer, em momentos de campanha na pretensão ao trono dos idiotas de reforma garantida.
Muitas são as pessoas que ouço dizer: "Eu não votarei nas próximas Legislativas!"
Aqui está a grande resolução para todos os nossos problemas!
Se temos sido governados por indivíduos eleitos por perto de um quinto da população, então... teremos a solução ideal, na ausência total nas urnas (ver Coreia do Norte... muito parecido), no direito cívico mais visível, notado até hoje, naquilo a que insistimos em chamar "democracia".
Bastariam 1500 votos para governar (continuar a vender) o povo português.
Lembre-se que o dinheiro que saiu de Portugal logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, voltou em parte...mas com exigências condicionais, que redefiniram a "Política em Portugal"!
Muitas políticas de governação, que por cá têm sido "aplicadas" (...) funcionaram através consentimento de poderes ocultos (e assim têm funcionado muitos países pelo Mundo (ver Obscurantismo).
É verdade... Quem fez o 25 de Abril, foram os militares portugueses!
O povo "em geral",... continua encostado no sofá!
Viva Portugal!
Pierrot le fou
21.4.09
I´m Back!
A CULPA É CULPADA
(Interpretação-mea culpa? Caso resolvido)

A culpa é do Governo!
A culpa é dos ministros!
A culpa é dos que não produzem riqueza!
A culpa é dos professores!
A culpa é dos médicos!
A culpa é dos estudantes!
A culpa é do povo português!
A culpa é dos comodistas!
A culpa é dos funcionários públicos!
A culpa é dos outros!!!
A culpa é culpada!
A culpa é dos Bancos!
A culpa é dos lobbys!
A culpa é dos estrangeiros!
A culpa é do dinheiro!
A culpa é dos empresários!
A culpa é dos trabalhadores!
A culpa é dos vaidosos endividados!
A culpa é sempre do outro!
A culpa é da tolerância!
A culpa é da desculpa!
A culpa é culpada!!!
No Grande Tribunal do povo, todos somos acusadores oficiais e reconhecidos, todos sabemos apontar o dedo, todos oferecemos (ou passamos) de bom grado, as nossas responsabilidades e civismo ao próximo.
Na era do negócio global politizado, partilhado por intérpretes que em uníssono repetem a velha cantiga do mercantilismo (import-export), enquanto "ordem de trabalhos" exclusiva, adaptada aos interesses e capacidades limitadas às suas condições académico-sociais e posições consequentes nas grandes instituições, as decisões pesam na consciência dos indivíduos distantes ou isolados de qualquer poder organizado, justificando-se assim, o tom acusatório adoptado pela plebe servidora do metabolismo sugerido.
Imaginemos num agregado familiar, onde o Estado, que tem o poder de decisão, obrigações e deveres, seria "o pai" e o povo com obrigações e deveres (sem poder) seria o filho de 5 anos, o curto diálogo seguinte:
- Pai, diz o filho.
- Sim? responde o pai.
- Tenho fome!
- Não há comida!!
(Vamos continuar, agora à político!)
- Mas... sinto-me fraco, preciso de comer...
- Então, há que exportar e importar!
- ...
E já está (caso resolvido)!
Perceberam, deduziram?
Será que o cidadão comum, consegue trabalhar, tratar dos filhos, pagar, pagar, pagar e pagar... e ainda por cima, tratar dos assuntos políticos do Mundo? Não cabe essa tarefa áqueles que foram eleitos?!
Ser pai e seu próprio filho em simultâneo?...
Farto de frases feitas, sem sentido, como: " A culpa não pode morrer solteira", pergunto:
"Como pode a culpa morrer solteira, se com ela todos nós vivemos em matrimónio conveniente?
Despeço-me cumprimentando a Senhora Professora Doutora Culpa e colaboradores (e outros culpados).
Deixo o link para uma música inocente... com boa disposição: aqui
Pierrot le fou
5.3.09
ESTOU A PENSAR...

Volto quando sincronizar com a caneta ou o QWERTY...
Política e tendências económicas (como a recessão), são interesses ou modas que não sigo (ou pratico) mas invadem e perturbam a minha privacidade e criatividade.
Abraço e até breve,
(Entretanto, espreite aqui)
Pierrot le fou (abstracto...)

