
"Cometi um crime grave!" Gritava o desesperado ser, inconformado com a flagrante estupidez que dirigira o seu destino naquela decisiva hora.
- Um crime? Gaba-se de ter cometido um crime em voz alta e continua a passear pelas ruas? Pergunta o Homem Frio, com voz revoltada.
- Não me gabo, pelo contrário,... Ao gritar, solto o meu puro e límpido desejo, de mostrar arrependimento. Sou um simples ser, os meus impulsos são naturais,... Falar alto, é um direito pessoal, complementar da minha nobre função... um direito adquirido.
- Adquirido ?...
- Sim, a lei prevê imensas regalias, para pessoas importantes como eu, posso por isso, ao dirigir-me aos outros, aplicar a dinâmica que considerar necessária...
- Importantes?! O que faz o senhor?
- Sou governador.
- O que governa o senhor?
- Um banco.
- Um banco?! Aaaaah, Já percebi tudo, andou a mamar dinheiro e prestígio, desde sempre e em tempos agitados, chama pela mamã! Continue a representar, não encoste essa sua falsidade...
- Eu não sou falso!!
- Então porque chora por transferência bancária, em vez de agir com dignidade?...
- Dignidade? Como?
- É tão fácil...
- Fácil?
- Sim, "Senhor Moedas dos Outros"! Fácil e barato para a sua ignorância e colaboração, geneticamente alteradas pela sua mente obcecada em injustiça e dificuldade dedicadas a todos os que respiram a seu lado!!
- Sabe? Sinto-me tão mal...
- Mal? Os seus sentimentos nunca serão julgados, o seu arrependimento é desfasado, frente à imoralidade, que em sua egoísta defesa, tenta realçar!
- O senhor é mau!
- Mau? Todo o dinheiro que recebeu ou refundiu, atrás das suas máscaras, no Carnaval dos idiotas das instituições mentirosas, serviu a sua culpada vaidade mas não impediu a oxidação da sua carcaça, nem a emergência dos responsáveis por tantas vitimas pelo Mundo!
- Sinto-me Mal!
- Outra vez?
- Sim! é um direito...
- Adquirido, já todos sabemos! Tem direitos personalizados, destinados à sua inútil importância! Diga em voz alta... Diga se é homem forte, para assumir os seus erros! Diga que é ladrão do povo e usurpador dos seus direitos!!
- ...
O Governador evaporou-se,... (como o Escudo português).
O tempo passou, passou. até que...
Numa prisão, encontrava-se o o Homem Frio a narrar:
- ...e felizmente, passados poucos dias deste defeituoso encontro, fez-se justiça, o homem que ao longo de tantas décadas, todos os vivos, enganara, foi destituído do seu alto cargo de Governador da Caixa Forte Moderna do Reino Portucalense Europeu.
- Prenderam o gajo?
- Sei lá!... Não passo dum cidadão que tenta respeitar a hierarquia das penas!
No ciclo dos vivos indefesos, justiça institucional e razão, seriam elementos nulos, em favor de qualquer lógica ou conclusão, para os seres encurralados, no trampolim dos acrobatas da moralidade...
Pierrot le fou
29.5.09
O Pobre Governador e o Homem Frio
(pena perpétua para a vítima)
28.5.09
Rir faz bem à saúde (Parte 3)
"O homem e a luz"
(acordo ortográfico? E se falássemos assim?...)

Ah! Mas que bela matinada! Diz o falador logo depois de acordar.
Hoje, mal abri o estoril do meu quarteto, logo toda a solaria entrou alegremente.
"É grande prazer que tenho, este de te ver assim tão claro, mais essa vontade de tudo me mostrares, me dá ideias e faz acordar... Ó Dia!" (completou).
Como é bom saber-te aí, então que a minha parte é tão pequena e dependente dos teus humores... ó Tempo! Disse.
Se assim continuares, para te ajudar, em nada me importará com minha lanterneta iluminar, os restos da nossa Terreta, que não consigas alcançar.
Tanta luzura, tanta verdade!
É importante para a minha presença aqui, que tudo se veja com a digna aparência, de tudo que pretende aparecer.
Por cá, muitos são os homens, que melhor querem ver e que mal usam a olheira, tantas são as almas perdidas que não se fartam de tentar...
Se toda essa tua esforçura e vontade de nos mostrar o que é e se pode observar, é sinal de boa fé, reconheço, grandiosidade e enormidão, nessa tua capacidade de tornar banais os candeeiros em minha casa, ao acenderes a luz deste céu tão enorme.
Hoje, foi um bom acordamento! Sinto-me mais forte e mais capaz de interpretar!
Vejo bem, tudo tem cor própria e grandiosidade.
Serei a partir de hoje, grande olhador e guardarei debaixo da boina, todas as imagens de proveito inquestionável.
O dia seguiu o seu rumo, deixando para trás, mais um recém-acordado olhador, que em resultado desta sua nova existência, cancelou o contrato com a empresa fornecedora de energia eléctrica e passou a olhar muito mais.
Pierrot le fou
26.5.09
O Escuro (curto diálogo circunstancial)

"Ai, ai... Ai ai ai!"
...Ai? Pergunta uma voz na escuridão, naquele espaço perdido, talvez infinito.
- Sim... Ai!
- Há por aí sofrimento?
Faz-se silêncio e... e ouve-se:
- Sofrimento não! Ai ai ai ai!...
- Que tentas dizer? Porque produzes tantos sons, para tanto ou nada dizer?.. Quem se expressa de tal forma?
- Eu!
- Eu?... Posso ajudar-te?
- Sim, por favor, tenho grande medo do escuro porque nele, nada se revela, tudo é oculto e assustador... nada consigo alcançar.
- Porque vives nessa instabilidade e insegurança?
- Desde sempre fui medroso, o desconhecido merece por minha parte, exagerado respeito e incompreensão exacerbada!
- Não deve o amigo, tornar-se matéria combustível para esse seu defeito!
- Bem sei, bem sei...
- O que pensas do universo?
- Universo?... Universo... Se os versos se unissem para me proteger em tal hora, resultariam da minha criatividade, infinitas linhas de prosa benéfica e reparadora, desta insuportável fraqueza, que os presentes vulneráveis e instáveis da minha génese transportam...
- Referia-me ao universo, a imensidão... "o desconhecido"...
- Percebi.
- Essa tua fobia tem origem...
- Na escuridão!
- Na escuridão ou trevas, revela-se a interpretação e ignorância dos sábios isolados, a sua ansiedade é por si, uma considerável convicção nos seus objectivos adormecidos ou dívida pessoal para com as suas capacidades!
Faz-se silêncio e...
- Continue amigo, continue... Amigo? Amigo?!..."
Ninguém responde.
"Não me deixe aqui sozinho no escuro! Por favor!..."
O Homem Medroso ficou ali só, acompanhado da sua assustadora ansiedade, à espera...
A solidão e a ausência de luz teriam levado o Homem Medroso a comunicar com um sábio viajante invisível ou, teria o seu lado inconsciente, gerado um diálogo inibidor de seus medos, que por momentos quase iluminou uma voz reconfortante, cúmplice da sua imaginação?
Pierrot le fou
22.5.09
Tudo (conclusão imaterial)

O homem acabou por cumprir uma pena de prisão eterna, no espaço limitado pela sua mente definidora das suas capacidades em vias de revelação.
O poder interpretativo do aprendiz, já condenado à definitiva posição de recitador do vago texto conhecido até então, não lhe permitia avançar.
O caminho será longo, o traçado orgulhosamente indefinido.
Como poderá ele acordar e desencadear a reacção inteligente, reveladora da sua provável presença, no painel dos evoluidos?
Argumentava o Espaço, com teorias justificadoras dos seus resultados aparentes, tentando através de afirmados exemplos, valorizar os seus feitos, provavelmente sólidos e organizados.
Como poderia um frágil receptor, consentir uma afirmação tão vaga?
...sentimentos e fraquezas acabariam por surgir.
Pierrot le fou
11.5.09
Dançar (tout court)

Se no seu emprego (ou Trabalho...), estiver a atravessar uma fase difícil ou sentir interferência por parte de colegas impossíveis de aturar (chefes frustrados, imbecis, invejosos, complexados, mal casados,...), imagine a música e reproduza os passos do carteiro frente ao inimigo...
Veja aqui
5.5.09
30.4.09
1º de Maio 2009
Politikós - Homo Politicus - people´s Administrator
(Metamorfose)
1º de Maio, Dia do Trabalhador
2 de Maio até 30 de Abril, Dias dos Servos? (...do quê e de quem?)
Deve-se ao sector em que muitos desenvolvem a sua actividade de trabalhador independente, o facto de poucas vezes terem celebrado o 1º de Maio, por se encontrarem a trabalhar neste dia.
Ser Trabalhador Independente é:
(Provável explicação em 7 pontos)
1 - Pagar o Imposto Social (para os tecnocratas e indiferentes: "Contribuição Social"), mesmo quando não há trabalho.
2 - Não ter direito a subsídio de desemprego.
3 - Não pensar em empréstimo para casa (proibido!).
4 - Não dormir (trabalhar com directas em cima de directas).
5 - Não ter orientação nem consideração e respeito visíveis, por parte de toda a representação política!
6 - Ter as obrigações de qualquer outra cidadão que trabalhe, na condição de aceitar não usufruir de direitos sociais e de respeitar o ponto 7.
7 - Recomeçar no ponto 1
Com respeito áqueles que trabalham, desejo a todos, um excelente "Dia do Empregado do Dinheiro".
Aos políticos, economistas e outros acomodados, desejo um dia cheio de trabalho, tendo para o efeito, os senhores que sair á rua e fazer algo que se veja!
Cumprimentos ao Senhor Doutor Capital Económico e marionetes...
Rir faz bem à saúde...
Cena do filme "Le Tatoué" (1968)
"Au Sujet Du Modigliani..."

Assista aqui a um riso contagiante ( e ria-se... ninguém vê).
24.4.09
Pós 25 de Abril 2009 em Portugal?
Refundidos e frustrados continuam a impedir a sua boa aplicação!

Os direitos dos cidadãos limitam-se à sua intervenção individual e colectiva, na sociedade instável presente, considerando o estado de repouso de todo o cenário cívico.
(Pierrot le fou 2009)
DIREITOS 1948: AQUI
Os partidos políticos auto-banalizaram-se, perderam definição e significado (ver legitimidade...) por vontade própria de dirigentes oportunistas, que com sua vaidade e egoísmo, não hesitaram em aceitar o posto de "imperador do seu território", na grande escala da pirâmide social ultrapassada.
A Economia adoeceu, o poder político projecta o diagnóstico!
Os Bancos tropeçam, o poder político encontra justificação e redefine a sua decadente autoridade!
O poder político é inócuo (mas continua a decidir), as ideologias dissipam-se no ambiente das permutas ocultas definidoras do presente imoral!
Os cidadãos têm que produzir logo ao nascer!
Longe de qualquer intervenção interessante, a maioria dos recenseados, no passado, votaram nos actores que mais os encantaram, e que só passaram a conhecer, em momentos de campanha na pretensão ao trono dos idiotas de reforma garantida.
Muitas são as pessoas que ouço dizer: "Eu não votarei nas próximas Legislativas!"
Aqui está a grande resolução para todos os nossos problemas!
Se temos sido governados por indivíduos eleitos por perto de um quinto da população, então... teremos a solução ideal, na ausência total nas urnas (ver Coreia do Norte... muito parecido), no direito cívico mais visível, notado até hoje, naquilo a que insistimos em chamar "democracia".
Bastariam 1500 votos para governar (continuar a vender) o povo português.
Lembre-se que o dinheiro que saiu de Portugal logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, voltou em parte...mas com exigências condicionais, que redefiniram a "Política em Portugal"!
Muitas políticas de governação, que por cá têm sido "aplicadas" (...) funcionaram através consentimento de poderes ocultos (e assim têm funcionado muitos países pelo Mundo (ver Obscurantismo).
É verdade... Quem fez o 25 de Abril, foram os militares portugueses!
O povo "em geral",... continua encostado no sofá!
Viva Portugal!
Pierrot le fou
21.4.09
I´m Back!
A CULPA É CULPADA
(Interpretação-mea culpa? Caso resolvido)

A culpa é do Governo!
A culpa é dos ministros!
A culpa é dos que não produzem riqueza!
A culpa é dos professores!
A culpa é dos médicos!
A culpa é dos estudantes!
A culpa é do povo português!
A culpa é dos comodistas!
A culpa é dos funcionários públicos!
A culpa é dos outros!!!
A culpa é culpada!
A culpa é dos Bancos!
A culpa é dos lobbys!
A culpa é dos estrangeiros!
A culpa é do dinheiro!
A culpa é dos empresários!
A culpa é dos trabalhadores!
A culpa é dos vaidosos endividados!
A culpa é sempre do outro!
A culpa é da tolerância!
A culpa é da desculpa!
A culpa é culpada!!!
No Grande Tribunal do povo, todos somos acusadores oficiais e reconhecidos, todos sabemos apontar o dedo, todos oferecemos (ou passamos) de bom grado, as nossas responsabilidades e civismo ao próximo.
Na era do negócio global politizado, partilhado por intérpretes que em uníssono repetem a velha cantiga do mercantilismo (import-export), enquanto "ordem de trabalhos" exclusiva, adaptada aos interesses e capacidades limitadas às suas condições académico-sociais e posições consequentes nas grandes instituições, as decisões pesam na consciência dos indivíduos distantes ou isolados de qualquer poder organizado, justificando-se assim, o tom acusatório adoptado pela plebe servidora do metabolismo sugerido.
Imaginemos num agregado familiar, onde o Estado, que tem o poder de decisão, obrigações e deveres, seria "o pai" e o povo com obrigações e deveres (sem poder) seria o filho de 5 anos, o curto diálogo seguinte:
- Pai, diz o filho.
- Sim? responde o pai.
- Tenho fome!
- Não há comida!!
(Vamos continuar, agora à político!)
- Mas... sinto-me fraco, preciso de comer...
- Então, há que exportar e importar!
- ...
E já está (caso resolvido)!
Perceberam, deduziram?
Será que o cidadão comum, consegue trabalhar, tratar dos filhos, pagar, pagar, pagar e pagar... e ainda por cima, tratar dos assuntos políticos do Mundo? Não cabe essa tarefa áqueles que foram eleitos?!
Ser pai e seu próprio filho em simultâneo?...
Farto de frases feitas, sem sentido, como: " A culpa não pode morrer solteira", pergunto:
"Como pode a culpa morrer solteira, se com ela todos nós vivemos em matrimónio conveniente?
Despeço-me cumprimentando a Senhora Professora Doutora Culpa e colaboradores (e outros culpados).
Deixo o link para uma música inocente... com boa disposição: aqui
Pierrot le fou
5.3.09
ESTOU A PENSAR...

Volto quando sincronizar com a caneta ou o QWERTY...
Política e tendências económicas (como a recessão), são interesses ou modas que não sigo (ou pratico) mas invadem e perturbam a minha privacidade e criatividade.
Abraço e até breve,
(Entretanto, espreite aqui)
Pierrot le fou (abstracto...)
18.2.09
Acordo Ortográfico?
Quem consultou os portugueses?

Brevemente, Egípto passará a escrever-se "Egíto"!!!
Então vamos lá tentar perceber. Os egípcios são os...
Egip... O que faz aqui o "p"?
...Aquele que nasce no Egíto (sem "p") é egípcio (com "p"?!!).
Já me "confundiram"!
Deixa-lá ver se percebi:
Eu nasci em Portugal, por isso sou potuguês (sem "r", porque não?).
Quem poderá contestar isto?
Quem decidiu avançar com este vergonhoso acordo?
Serão pessoas, mentalidades ou doenças que decidem?
Vergonhoso e com ar de política, este acordo vibra por simpatia com ridículas iniciativas dos recentes governos que vão conseguindo distrair o povo, definindo mais uma vez, as posições dos "POÍTICOS POTUGUESES" (menos um "L" e um "R") que têm dirigido o nosso país, como no ballet dos criminosos desajeitados, com sede de imoralidade e suja vaidade que mancha todo o já desprezado espectro da imagem interna afixada, no painel da nossa estagnada cultura.
Pierrot le fou (em aCCCCCCção!)

