Rasgar a luz até ao infinito Ir além de cada nevoeiro Trepar a dor constante Atravessar o grito Na persistência de cada criador Erguer-se em deus senhor. Libertar em cada Prometeu A luz dele mesmo ignorada Desafiar os deuses que se calam Diante da Humanidade abandonada. Arremessar o gesto libertário Para além de todas as fronteiras No movimento contrário Às leis malquistas financeiras. Dilacerar espelhos de falsários Uivar esta dor que trago em mim De tantos aniversários De funesto festim O silêncio é música da festa da sinistra noitada os poetas vão escorrendo versos mas são palavras soltas não servem a mais nada Não erguem corações a palpitar como estrelas furando a imensidão atravessam o tempo o espaço o mar sem chegarem a pão o pão que se repate um pão que seja natural como é a poesia e é a Arte. E nem Apolo acode, nem as Musas Hipocrene secou E do sangue de todas as medusas Um ser de pedra e pó nos povoou. Trazemos no rosto um olhar cego Uma boca sem voz E assistimos no maior sossego Ao sacrifício de cada um de nós. E esta dor que cresce e que me rasga Contrária à indiferença É feita do espanto acumulado Do absurdo da letal presença. Um Mundo repleto do fantasma Como se transparente Não fosse mais que o plasma De lei inexistente...
Aonde o ser humano que esfacela A história que velhinha Extravasa da estrela que revela A estrada onde caminha!
Chovem palavras na rua Intermitência de vento Espelho de água flor de lua Sentimento Pétala de lume transparece Olhar a amanhecer Urgente é o invento Dum irmão a nascer.
Marilia Gonçalves
O amor
É a flor
Que respira o tempo...
Nadia Mendes
Quando eu morrer voltarei para buscar
Os instantes que não vivi junto do mar
Sophia de Mello Breyner Andresen
Chove...
Mas isso que importa!, se estou aqui abrigado nesta porta a ouvir a chuva que cai do céu uma melodia de silêncio que ninguém mais ouve senão eu?
Chove...
Mas é do destino de quem ama ouvir um violino até na lama.
1 comentário:
Imensidão no Silêncio
Rasgar a luz até ao infinito
Ir além de cada nevoeiro
Trepar a dor constante
Atravessar o grito
Na persistência de cada criador
Erguer-se em deus senhor.
Libertar em cada Prometeu
A luz dele mesmo ignorada
Desafiar os deuses que se calam
Diante da Humanidade abandonada.
Arremessar o gesto libertário
Para além de todas as fronteiras
No movimento contrário
Às leis malquistas financeiras.
Dilacerar espelhos de falsários
Uivar esta dor que trago em mim
De tantos aniversários
De funesto festim
O silêncio é música da festa
da sinistra noitada
os poetas vão escorrendo versos
mas são palavras soltas
não servem a mais nada
Não erguem corações a palpitar
como estrelas furando a imensidão
atravessam o tempo o espaço o mar
sem chegarem a pão
o pão que se repate
um pão que seja natural
como é a poesia e é a Arte.
E nem Apolo acode, nem as Musas
Hipocrene secou
E do sangue de todas as medusas
Um ser de pedra e pó nos povoou.
Trazemos no rosto um olhar cego
Uma boca sem voz
E assistimos no maior sossego
Ao sacrifício de cada um de nós.
E esta dor que cresce e que me rasga
Contrária à indiferença
É feita do espanto acumulado
Do absurdo da letal presença.
Um Mundo repleto do fantasma
Como se transparente
Não fosse mais que o plasma
De lei inexistente...
Aonde o ser humano que esfacela
A história que velhinha
Extravasa da estrela que revela
A estrada onde caminha!
Marília Gonçalves
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