23.6.11

Originais de Pierrot le fou
"A respiração da mente"


A improvisação não pode ser ensinada. Podemos sim, transmitir uma mistura da nossa astúcia e instinto, que poderão acordar, excitar, ou até, confundir o cerebelo (cérebro...) do receptor. Se o fizermos de forma programática, corremos o risco de caminhar para a normalização (regras) duma tendência livre e única, limitando o seu potencial, transformando-a numa forma metódica (previsível, etc...).
A improvisação não pode ser organizada (formatada), até porque resulta da espontaneidade individual ou colectiva, que depende de impulsos imprevisíveis , no tempo (o vector...).

A pretensão de alguns atrevidos que conheceram o sucesso (indústria discográfica, ciência, comunicação, literatura,...), vivendo na fronteira que separa a área do poder criativo do país dos abutres da propriedade intelectual (genuína), levou muitos "imitadores" a querer mais. Ao pisar as terras do "Deus Plágio", afirmaram aos verdadeiros inventores, artistas muitas vezes sem sucesso ou reconhecimento, a intenção de manipular e tirar proveito próprio dos trabalhos já existentes, com o objectivo de alcançar o protagonismo e grandes contratos, sem dificuldade...
No fundo, aqueles que copiam, sabem bem que nunca passarão de pessoas que copiam... dependentes das capacidades dos outros. Para além de ardilosos, são mesmo assim, individuos inteligentes, que sabem conviver e estimular as capacidades dos outros, com o único defeito de não amitirem as suas limitações.

Sempre convivi com a criatividade... Depois de muitos anos a tentar conhecer (e reconhecer) a minha imaginação (experiências), não me atrevo a exteriorizar ou mesmo hipervalorizar o meu sentido pessoal, até porque não é único e difere bastante da interpretação comum (pesada!).

Não devemos confundir influência (aprendizagem-estímulos) com fórmulas e soluções personalizadas.
Nem para o cabelo, nem para a criatividade. Não existe nenhum elixir!
Enquanto a nossa mente souber interpretar (e respeitar) a importância das diferenças que nos rodeiam, continuará a respirar e a funcionar, no pleno exercício da sua mais importante função; "a criatividade".

É claro que não podemos viver obcecados na possibilidade de inventarmos coisas, todos os dias ou de forma continua, mas todos temos o lado criativo, que não podemos deixar adormecido!

Pierrot le fou

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