9.9.10

CONHECIMENTO (CULTURA) DOS PORTUGUESES (chuta!)

5 comentários:

Marília Gonçalves disse...

Não vou Dizer de Abril o que foi Dito


Não vou dizer de Abril o que foi dito
Nem dos cravos direi o que serão
Que foi a Liberdade e é Infinito
E é perfume a pétalas de pão.

Não vou dizer de Abril o que Abril sabe
Nem dos Homens de Abril digo quem são:
Uma explosão da luz que o sonho invade
E transforma as ruas em canção.

Não vou dizer de Abril (faltam fonemas)
que Abril teve um só nome: Portugal
dizer que se rasgaram as algemas
é ficar muito aquém de quantas penas
findaram num país de sangue e sal.

Não vou dizer de Abril quanta tortura
O povo viu ceder nesse arraial
Quando se ouviu cantar quem mais ordena
São os filhos do povo em Portugal!

Não vou dizer de Abril de ideia aberta
Que esse céu mais azul, Abril o fez
Que cada encontro era uma descoberta
E renascia o povo português.


Não vou dizer de Abril cada fronteira
Esboroada no longe, na distância
nem que ali começava a terra inteira
e que o Mundo estava na Infância.

Abril começava o novo verbo
Articular de mãos gesto fraterno
Como voz infantil que num caderno
Escreve a frase final:
Fim do Inverno!

Marilia Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

Minha terra meu amor
sou e serei sempre tua
por dentro da minha dor
és um raiozinho de lua

Que ninguém pode alcançar
pelos dedos da minha mão
pode escoar o luar
como migalhas de pão.

Tu, que me deste o olhar
mil sons, o sol, a ternura
perfume, voz pra gritar
firme contra a desventura...

Me deste o chão para andar
ao mostrar os teus caminhos
ai, terra, e vou emigrar
assim pago teus carinhos?

Portugal ter de partir
tudo o que penso é em vão
minha flor! Não ver-te abrir?
Estoira meu coração!!

Marília Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

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Chers amis des Belles Lettres,

Gustave Flaubert m'a envoyé un courriel, dont j'ai pensé faire profiter mes amis en le leur faisant suivre. Bien sûr, vous pouvez en faire profiter les vôtres. Bonne lecture.

Bien amicalement,

George Sand.



« Je me suis pâmé, il y a huit jours, devant un campement de Bohémiens qui

s'étaient établis à Rouen. Voilà la troisième fois que j'en vois. Et toujours

avec un nouveau plaisir. L'admirable, c'est qu'ils excitaient la Haine des

bourgeois, bien qu'inoffensifs comme des moutons. Je me suis fait très mal

voir de la foule en leur donnant quelques sols. Et j'ai entendu de jolis mots

à la Prudhomme. Cette haine-là tient à quelque chose de très profond et de

complexe. On la retrouve chez tous les gens d'ordre. C'est la haine qu'on

porte au Bédouin, à l'Hérétique, au Philosophe, au solitaire, au poète. Et il

y a de la peur dans cette haine. Moi qui suis toujours pour les minorités,

elle m'exaspère. Du jour où je ne serai plus indigné, je tomberai à plat,

comme une poupée à qui on retire son bâton. »


>

Gustave Flaubert à George Sand, le 12 juin 1867

Marília Gonçalves disse...

Que vergonha sinto, Povo, pela teu assentimento, pelo teu silêncio!
Que dor, por Portugal, por quantos amigos e familiares se ergueram, esquecendo interesses pessoais e mesquinhos para se insurgir contra o fascismo que vitimava o povo português, que enviava seus filhos para a injustiça e criminosa guerra colonial!
Ah se os mortos pudessem voltar... é de crer que levaram com eles a alma e força generosa de saber amar Portugal.
Os continuadores são poucos,para a tarefa de reerguer Portugal! se o povo não desperta!... Por grande esforço de activistas a Luta prossegue, mas enquanto o povo não fizer ouvir um enérgico não, o pior pode vir...depois não se espantem, porque bem avisados estão e andam
Patrioticamente

Marília Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

A França desperta e levanta-se contra a politica do governo Sarkozy, num pré Maio 1968
os jovens dos liceus estão nas ruas contra as medidas que atingem as reformas
do Norte a Sul da França o povo está de pé, o carburante falta, hà apesar disso engarrafamentos "monstros' nas estradas, os camionistas são chamados à greve que se generaliza, os protestos prosseguem enérgicos! é que o povo francês não "aguenta" muito tempo que façam troça dele!
e Portugal o povo que viu o Portugal de Abril, que beneficiou com todos os direitos que com ele adquiriu, vai deixar-se levar ao açougue sem um protesto eficaz?

É TEMPO DE ACORDAR E FAZER OUVIR POTENTE A VOSSA VOZ!
ACORDEM POR VÓS POR VOSSOS FILHOS! POR VOSSOS DIREITOS!
PELA VOSSA DIGNIDADE ULTRAJADA
PELO VOSSO BRIO!
LIBERDADE!!!
VIVA PORTUGAL!

Marília Gonçalves