5.1.09

PALESTINA, O QUE TE FIZERAM?
Um ângulo, um olhar...


Na madrugada de segunda-feira 5 de Janeiro 2009, enquanto a SIC NOTÍCIAS abria o noticiário com os resultados dos jogos da liga portuguesa (mais uma tradição que se integra perfeitamente na nossa comodidade e sede constante de distracção e lazer, que caracterizam o bom português preocupado com o lado humano da bola que gira e do árbitro que penaliza os guerreiros da cultura de sofá!), o conflito em Gaza era atentamente seguido pelo canal  Al Jazeera e outras estações pelo mundo...
Guerra religiosa, segundo holocausto ou reversão na afirmação  da identidade cultural de dois povos condenados a viver mal, não por culpa das pessoas de bom senso que figuram nos "dois lados", onde  imoralidade e violência exercida os fazem sentir-se impotentes na sua intelectualidade e amor pelos vizinhos irmãos.
Para nós da "Nova Europa", é-nos fácil constatar irreverência e distância, nas relações entre Estados da Comunidade, que nunca provaram até hoje, querer definir uma posição consensual de peso, na consideração exigida para enfrentar um assunto que afinal parece não ser de interesse prioritário, já que por parte da "arrasada" Palestina, não se esperam grandes negócios de proveito para a mentalidade monetária que representa o grande objectivo europeu.
Conhecendo através do bom jornalismo, que nos tem levado a conhecer a "verdadeira-realidade" da famosa Terra Santa, as pressões diplomáticas, consequentes bloqueios, destruição de bens necessários para sobrevivência, entre decisões e atitudes que ignoram até uma criança a nascer, podemos sentir o peso da matéria manipulada que se infiltra nos média, como se de censura se tratasse.
A verdade é só uma, na Palestina, todos sabemos bem que os intelectuais  sempre foram alvo de perseguições severas por parte de Israel (Mahmoud Darwich, clique aqui), que os levaram a exilarem-se, em paises como Egipto ou até mesmo em vários países na Europa, parecendo querer pôr de parte, qualquer diálogo civilizado, que poderia melhorar uma situação já
por muitos muitos considerada banal!
A importância dos homens de letras e de boa fé é assim posta de parte, dando lugar aos grandes contratos com os Estados Unidos, fonte de toda a espécie de armas para a manutenção da instabilidade no lado muçulmano, que ao ver-se encurralado e sem voz, na sua própria terra, acabou por adoptar uma postura de revolta contra uma posição imposta, que até os maiores sábios não conseguem compreender.
Se não fosse do interesse dos grandes poderes ocultos, a preservação de conflito no Médio-Oriente, Israel o poder, Israel a terra que também tem crianças, que também tem poetas, intelectuais de bom senso, poderia associar-se aos seus congéneres do "lado-oposto", e criar estruturas para de forma digna, avançar para o novo dia,...o Grande Dia que daria nova luz e amizade entre dois povos, que afinal já merecem muito mais que a situação que estão a viver desde há mais de quarenta anos (já para não falar do início do século XX...).
 
Enfim, uma visão por mim aqui transcrita que refere acontecimentos mas, antes de tudo, revela vontade única, de ver o problema dos povos de Israel e da Palestina resolvido, assim como o fim de actos de maldade que persistem em tantos outros países no Mundo!

Deixo mais abaixo, um link para lerem (em francês) o poema "Petite écolière palestinienne", que Mostafa HOUMIR, um homem marroquino partilha no site : Poetas Del Mundo.
Leia aqui

Pierrot le fou