28.12.09

OS SONHADORES


(imagem de Pierrot le fou)
Os sonhadores têm certas virtudes, podem viajar, de elemento em elemento, de sítio em sítio,... saltitar de dimensão em dimensão, no tempo, sem respeitar regras e modelos, da física imposta ou regras morais, limitadoras.
Os sonhadores têm a capacidade de tentar perceber os seus iguais, chegando a sentir pena ou mesmo piedade, quando identificam um individuo, limitado à posição de recitador ou banal representante, que fala e projecta, em nome da matéria assimilada, assumindo, inconscientemente, o papel definitivo, de influente e dependente da informação manipulada, que acabará por dirigir o seu destino e presença, na sociedade ou comunidade particular, onde desenvolve a sua incompleta presença, no "seu ciclo", limitado ao tempo e costumes na moda.

O poder que enfrentamos para projectar, construir e organizar ideias e materiais, resume-se à competição dos mercados, das políticas e culturas rivais.
Aqueles que querem sonhar e realizar alguma coisa independente e superior aos rumores, mentalidades globalizadas ou outras tendências dominantes, há muito tempo adaptaram-se ao malabarismo dos decisores monetários (que não sabem sonhar), enfrentam os defensores dos poderes, das perigosas minorias monetárias, que especulam sobre os reais valores iniciais, proporcionados pela existência.

O Artista apresenta um conceito, logo, aparecem os seres incapacitados, (incapazes de sonhar), oferecendo-se para processar a sua ideia, na fábrica, que transforma um simples abraço, em produtos de amor tecnológico, para "export", abrindo portas para o palco dos jogadores de dinheiro e políticas resultantes!
Se nos EUA, aparecesse um presidente que forçarsse os maiores de oitenta e cinco anos a trabalhar, não seria um retrocesso mas sim uma reafirmação dos ciclos de injustiça tolerados, vividos no passado, um revivalismo ou alegria para os novos economistas e accionistas do colesterol.
Com a chegada do presidente Obama, o equilibrio socio-económico demorará perto de mil anos (sem interrupções "republicanas") até alcançar um ponto parcialmente estável, levando muitos cidadãos (talvez só momentaneamente) a sonhar com um futuro melhor.
Os sonhadores estão presentes em todos os sistemas, infelizmente, cercados pelos infinitos perturbadores-inconscientes, que limitam e adiam a concretização dos projectos em curso,...

Bons sonhos...

Pierrot le fou

9 comentários:

Marília Gonçalves disse...

Permaneçamos sonhadores activos, o que nos trouxe das copas das árvores e das cavernas até ao que vamos sendo hoje e se muito há a transformar, mais sonhadores e activos teremos que ser, para encontrar o caminho enfim, caminho com continuidade, ultrapassadas as destrutivas decisões que a continuar nos poderiam levar ao deixar de ser...
vigilantes e activos sonhadores, que de nós se trata e dos nossos e da nossa nave: A TERRA

Marilia Gonçalves
Marilia Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

FELIZ ANO 2010 para todos
Marília Gonçalves

Jerónimo Sardinha disse...

A Todos os SONHADORES desse lado, fraterno abraço e votos de GRANDE E BOM NOVO ANO.
Dos crentes na UTOPIA, cá deste lado.

Abraço Companheiro,
Jerónimo Sardinha

Pierrot le Fou disse...

Caro Jerónimo Sardinha,

Obrigado pelas palavras.
Desejo-lhe um ano 2010 cheio de amizade e positivismo.

Abraço,

Pierrot le fou

Pierrot le Fou disse...

Olá Mãe,

Desejo-te um alegre 2010, e continuação na criatividade e interpretação do "presente".

Bj do teu Pierrot le fou ;)

Marília Gonçalves disse...

Oi Filho

Tudo o que há de bom para ti e família em Portugal e para o País
Vamos ver se 2010 me deixa atingir o cúmulo da alegria e poder ir até à nossa terra.
Seria uma das boas coisas a nível pessoal para 2010
um xi e um terno beijo
mãe

PEPA disse...

On jugerait bien plus sûrement un homme d'après ce qu'il rêve que d'après ce qu'il pense.
[Victor Hugo]
Extrait de "Les Misérables"

PEPA disse...

Etre est plus indispensable qu'avoir. Le rêve, c'est d'avoir de quoi être.
Frédéric Dard

PEPA disse...

Rêve de grandes choses : cela te permettra d'en faire au moins de toutes petites.
Jules Renard