10.11.09

PESSOAS E DITADURAS (...)
ANO 2009 ANTES DE...



Olhando para a esquerda e para a direita, constatamos ou interpretamos o grande desperdício energético, na valsa das consequências psico-interesseiras, que os grandes grupos de marca registada, alimentam e passeiam, pelos canais da "comunicação vaidosa personalizada".
O palhaço do circo escreve às escondidas e esconde as suas verdadeiras emoções, assim como o ilusionista intervem de forma aberta, frente à inutilidade do tão pouco utilizado cerebelo dos seus receptores, banalizado pelos especialistas da pseudo-cultura proveitosa, casada com a tecnologia, financiada pela reunião dos neo-intelectuais dissipados, em programações especializadas, dirigidas aos consumidores do nada.
Irmãos e primos hierárquicos da sociedade imposta, consomem a sua escassa intelectualidade, ao interpretar as consequências, na prática que resulta de preconceitos aliados ao egoísmo de seres incrustados nas "lustrosas" associações dos poderes.

A valsa, (o três por quatro) tem os seu andamento particular, a harmonia poderá limitar-se e depender da forma musical.
Toda a execução respeita os encandeamentos que o compositor pretende realçar...
O Muro de Berlim é exemplo de injustiça social e de opressão estrutural afirmada por poderes organizados, distantes das obrigações e prioridades humanas.

Se em Portugal a PIDE oprimiu, torturou e desprezou com orgulho, o seu próprio povo, a RDA (República Democrática Alemã) seguiu (ou imitou) o comportamento do "Velhinho Estado Novo" ao adoptar uma forma opressiva semelhante.
Surgem os chibos, a instabilidade do povo cresce, os valores confundem-se,... As associações são discriminadas... Só existe um poder!
"Venham mais cinco" (José Afonso) faz sentido em Portugal ou na Alemanha,... Fascismo é fascismo!
Se as doutrinas confundem o Volk (povo), os cidadãos pelo mundo, continuam a conviver com ódios e rancores, dirigidos ao passado, que temem no presente disfarçado, que não os ilude.

Passadas as velhas ditaduras, permanece a dificuldade em interpretar a presença inividual de cada membro da suspeita sociedade global. As pessoas continuam a ser pessoas, o dinheiro é base injusta e severa para a pirâmide social, fixada pelos transcritores do direito à existência etiquetada pelos supermercados das organizações adultas convenientes.

A liberdade dos povos depende dos sistemas considerados pelos mesmos.
Os poderes existem e resultam da vontade própria, de alimentar ou destruir os valores que rodeiam o indivíduo ou sistema "projector".

VIVA A LIBERDADE!

Pierrot le fou, 2009