17.9.09

LEGISLATIVAS 2009 (€ ?)...
"Tera, Giga, Kilo, Super, Pequenas, Médias, Micro, Pico, Nano, Mini, Super-Mini-Infra-Mini, Infra, Sub,... Empresas!"


Farsa moderna, adaptada pelos tecnocratas-ilusionistas e usurpadores da República, a Campanha política para as Legislativas 2009, revela estupidez, vaidade, e aproveitamento, na conveniência que os membros da comunidade recitadora do passado, de retórica esgotada e inadequada, apresentam pelas ruas de Portugal, no habitual passeio, rumo às luzes da ribalta dos decisores.
PME... Três letras, um infinito de possibilidades!
Quando falar de economia está na moda, justifica-se o argumento das Pequenas e Médias Empresas, sobre tudo, quando quem exerce ou participa no poder, trata por "tu" e alimenta a ignorância do povo, em relação à matéria...
TGV (Train à Grande Vitesse - Comboio de Alta Velocidade)... Outras três letras...
Quando alguém fala sobre investimento público, agita-se a plebe, cria-se matéria diversiva e mais uma vez, alimenta-se a indecisão no eleitorado.
Poderiam os tetrápodes dos Partidos com suas "doutrinas" oxidadas, sugerir uma PMDCGV: Política de Melhoramento dos Direitos dos Cidadãos, de Grande Velocidade...
É como se fossemos à Mauritania tentar resolver o problema da exploração infantil, e ao chegar lá, reivindicariamos o problema de falta de orçamento da NASA, na preparação da próxima (ou primeira...) alunagem!
(Perceberam-me?)
Se até hoje, as políticas exercidas são perpendiculares às grandes prioridades, as promessas dos actuais candidatos ao Trono da Res Publica, apresentam-se sob forma de teorema complexo ou antitese involuntária, revelando-se incapacidade de assumir o cargo de alto responsável pelos minutos decisivos, na era do tempo económico, sustentado por deliberações incoerentes, praticadas por indivíduos aparentemente, bem intencionados.

Quando o problema das nações se encontra na injustiça e dificuldades sentidas pelos seus cidadãos, ao inflacionar conscientemente, os defeitos das acções dos seus rivais, os cabecilhas dos partidos políticos, afirmam a sua aparente intenção, como quem diz: "Ó Zé!... Estou despenteado, antes que alguém repare na meu péssimo aspecto, começa a falar sobre o pé de atleta!".

Concluo com uma Fábula de Jean de La Fontaine

O Corvo e a Raposa

O senhor corvo numa árvore empoleirado
Segurava no seu bico um queijo.
A senhora raposa, pelo odor atraída,
Dirigiu-se-lhe mais ou menos com estas palavras:
Olá! bom-dia, senhor corvo,
Como sois bonito! Como me pareceis belo!
Sem mentir, se o vosso gorjeio
For semelhante à vossa plumagem,
Vós sois a fénix dos habitantes destes bosques.
Com estas palavras o corvo não cabe em si de contente;
E para mostrar a sua bela voz,
Ele abre o grande bico e deixa cair a sua presa.
A raposa apodera-se dela e diz: "Meu bom senhor,
Aprendei que todo o bajulador
Vive às custas daquele que o escuta:
Esta lição vale bem um queijo, sem dúvida."
O corvo, envergonhado e confuso,
Jurou, mas um pouco tarde, que não o apanhariam mais.


Abraço aos candidatos a nossos futuros empregados, para o cargo de governantes e participantes, nas decisões que melhorarão Portugal, esperando que nos sirvam bem até à dissolução...


Pierrot le fou

5 comentários:

El Matador disse...

Ah! O ansiado regresso de Pierrot. Sem ti esta campanha eleitoral não seria a mesma.
Há que espicaçá-los sempre, e nos intervalos também.

Pierrot le Fou disse...

Caro El Matador,
É com gande prazer, que recebo este teu comentário, na minha "Pequena e Média Rentrée"...
Continuo a seguir a tua evolutiva escrita,.. Mesmo quando não me mostro.
Grande Abraço,

Pierrot le fou

Marília Gonçalves disse...

Vivre simplement pour que d'autres puissent simplement vivre


(Gandhi)

O próprio disse...

Boa malha Pierre.
Adivinha lá de que grande queijo me lembrei enquanto relia a fábula.

Luís Neto

PS: Na verdade sem uma grande limpeza nunca haverá renovação.

Pierrot le Fou disse...

Gruyère?
Emmental?
Camenbert?
Chaume?
Caprice des Dieux?
Comté?
Munster?

Acertei?