20.7.09

The Jackson 5
As crianças e o Futuro...



Ouvir: AQUI e AQUI (let it jazz...)

4 comentários:

Marília Gonçalves disse...

Nossas Crianças


Veio bater à minha porta

o perfume da baunilha

ou de flor que nunca vi

mas ó espanto ó maravilha

lembra a voz de minha filha

quando me diz, estou aqui.



Todo o ar se reveste

de aroma doce silvestre

meu sabor a juventude

a relembrar quatro berços

quatro céus quatro universos

minha lira ou alaúde.



O perfume de baunilha

envolve como mantilha

o ar brando o céu azul

sol intenso que em mim brilha

o que espero que não mude

os passos de minha filha

doirando-me a estrada rude.



A acácia o malmequer

o lírio ou a açucena

minha vida de mulher

numa mãozinha pequena

em minhas mãos a crescer.



Marília Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

DOCUMENTÁRIO PORTUGUÊS SOBRE A ALIENAÇÃO PARENTAL


A Associação Pais para Sempre, com a apoio da escola Restart, está a elaborar um documentário sobre o fenómeno da Alienação Parental em Portugal.
Este projecto tem como referência o documentário brasileiro intitulado 'A Morte Inventada', sobre a mesma temática, tendo como proposta os testemunhos dos envolvidos directamente neste fenómeno (filhos e progenitores), bem como dos profissionais da justiça, assistentes sociais e académicos especialistas nesta área.



O documentário propõe-se contribuir para a reflexão deste assunto entre os pais, psicólogos, advogados, juízes, promotores do ministério público, assistentes sociais, pediatras e todos os envolvidos neste drama familiar.

Tem igualmente como objectivo chamar à atenção dos legisladores da República Portuguesa, responsáveis públicos pelas áreas da Família e Justiça, profissionais da área da Saúde e a população em geral, de forma a criarem-se instrumentos preventivos de tais comportamentos por parte dos progenitores.



O Síndrome de Alienação Parental foi pela primeira vez identificado pelo psiquiatra norte-americano Richard Gardner (1985), no qual se identificam comportamentos por parte de um pai / mãe em manipular o seu filho com a intenção de predispô-lo contra o outro progenitor, cada vez mais frequente depois de um divórcio ou separação e mesmo em famílias não separadas.



Este Síndrome é característico em crianças que estejam envolvidos no processo de divórcio/separação, visto que é provocada pelo progenitor responsável pela alienação, mediante uma mensagem e uma programação, constituindo o que normalmente se denomina lavagem cerebral. As crianças que sofrem desta Síndrome, desenvolvem um ódio patológico e injustificado contra o pai ou mãe alienado, e tem consequências devastadoras para o desenvolvimento físico e psicológico destes. Consequentemente a Síndrome afecta também a familiares do progenitor alienado, como avós, tios, primos, etc. Outras vezes, sem chegar a sentir ódio, a SAP provoca nos filhos uma deterioração da imagem do progenitor alienado, resultando em valores sentimentais e sociais menores do que aqueles que qualquer criança tem e necessita: o filho(a) não se sente orgulhoso de sua mãe ou pai como as demais crianças. Esta forma mais subtil, que se valerá da omissão e negação de tudo o que se refere à pessoa alienada, não produzirá danos físicos nos menores, mas sim no seu desenvolvimento social e psicológico a longo prazo, em particular na idade adulta exercerem o papel de pai ou mãe.





PROCURAMOS, ASSIM, PAIS E FILHOS VITIMAS DE ALIENAÇÃO PARENTAL, DO NORTE AO SUL DO PAÍS, QUE QUEIRAM DAR O SEU TESTEMUNHO NESTE DOCUMENTÁRIO, SENDO GARANTIDO AS SEGUINTES QUESTÕES:





- Será realizado um contrato contendo os termos e condições da participação no documentário.

- Todos os entrevistados têm a possibilidade de serem ouvidos anonimamente com garantias de confidencialidade e discrição.

- São dadas todas as garantias de anonimato às crianças filhas dos pais inquiridos, sempre que seja solicitado.

- Aos entrevistados será dada a garantia de que terão a possibilidade de visionar e editar o seu material antes da versão final ser publicada.



As entrevistas/filmagens estão previstas serem realizadas durante o mês de Setembro em Lisboa.

A Equipa Editorial deste documentário é constituída por: Ana Luísa (Psicóloga), Bárbara Bettencourt (Jornalista), Fernando Sequeira (Pais para Sempre), Patrícia Portela (Assistente Social), Ricardo Simões (Pais para Sempre), Sandra Alves (Psicóloga/Pais para Sempre)



Para participar neste documentário ou qualquer outra informação deverá contactar:

Ricardo Simões

rfms@netcabo.pt

Marília Gonçalves disse...

Ao Rui, por nossos filhos

Levante

Vieste à minha procura
trazias as mãos despidas
e os olhos habitados
por viagens que não fiz.
Tua voz eram trinados
na minha imaginação
os olhos incendiados
na profunda escuridão.
Quando chegaste, eu partia
como a imagem final
do dia que se perdia
nas folhas do laranjal.
Todo o perfume nocturno
era intenso, sensual
o campo, esse testemunho
do cheiro de Portugal.
Levei-te entre hortas, vinhedos
dei-te a provar meu licor
no murmúrio dos segredos
ébrios de sangue e de amor.
Depois esvaziou-se o tempo
o campo despovoou-se...

Mas eu trazia por dentro
uma pérola de mosto!

Marília Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

Luz


Cada parto foi um porto
Cais da vida ancoradouro
à Sombra dum país morto
Nasceu meu menino de ouro.
Nasceu entre mãos de esperança
No meu grito de ternura
Quando dei cada criança
Ao país da noite escura.
Mas cada parto trazia
O meu grito de certeza
Cada vida que nascia
Era uma semente acesa
Uma luz que começava
à beira do corpo sonho
E que crescia e cantava
A terra livre do sono.
Era um olhar de criança
A ver a fímbria da vida
A espelhar a confiança
Sobre a água acontecida.
Era mar de movimento
No início da montanha
A soltar asa de vento
Em cada cantiga estranha.
Era ainda uma criança
Acabada de nascer
Que para o futuro lança
Olhar de homem de mulher.
Cada parto cada porto
Cada cais cada cidade
Cada sorriso absorto
Despertava à claridade.
Porque uma criança traz
No ventre da madrugada
O caminho para a Paz!
Porque uma criança tem
No primeiro eco da vida
A imagem que sustem
A viagem conseguida.

Cada parto foi um porto
Um país uma cidade
A escrever em cada corpo
Pra sempre fraternidade.

Marilia Gonçalves