28.12.09

OS SONHADORES


(imagem de Pierrot le fou)
Os sonhadores têm certas virtudes, podem viajar, de elemento em elemento, de sítio em sítio,... saltitar de dimensão em dimensão, no tempo, sem respeitar regras e modelos, da física imposta ou regras morais, limitadoras.
Os sonhadores têm a capacidade de tentar perceber os seus iguais, chegando a sentir pena ou mesmo piedade, quando identificam um individuo, limitado à posição de recitador ou banal representante, que fala e projecta, em nome da matéria assimilada, assumindo, inconscientemente, o papel definitivo, de influente e dependente da informação manipulada, que acabará por dirigir o seu destino e presença, na sociedade ou comunidade particular, onde desenvolve a sua incompleta presença, no "seu ciclo", limitado ao tempo e costumes na moda.

O poder que enfrentamos para projectar, construir e organizar ideias e materiais, resume-se à competição dos mercados, das políticas e culturas rivais.
Aqueles que querem sonhar e realizar alguma coisa independente e superior aos rumores, mentalidades globalizadas ou outras tendências dominantes, há muito tempo adaptaram-se ao malabarismo dos decisores monetários (que não sabem sonhar), enfrentam os defensores dos poderes, das perigosas minorias monetárias, que especulam sobre os reais valores iniciais, proporcionados pela existência.

O Artista apresenta um conceito, logo, aparecem os seres incapacitados, (incapazes de sonhar), oferecendo-se para processar a sua ideia, na fábrica, que transforma um simples abraço, em produtos de amor tecnológico, para "export", abrindo portas para o palco dos jogadores de dinheiro e políticas resultantes!
Se nos EUA, aparecesse um presidente que forçarsse os maiores de oitenta e cinco anos a trabalhar, não seria um retrocesso mas sim uma reafirmação dos ciclos de injustiça tolerados, vividos no passado, um revivalismo ou alegria para os novos economistas e accionistas do colesterol.
Com a chegada do presidente Obama, o equilibrio socio-económico demorará perto de mil anos (sem interrupções "republicanas") até alcançar um ponto parcialmente estável, levando muitos cidadãos (talvez só momentaneamente) a sonhar com um futuro melhor.
Os sonhadores estão presentes em todos os sistemas, infelizmente, cercados pelos infinitos perturbadores-inconscientes, que limitam e adiam a concretização dos projectos em curso,...

Bons sonhos...

Pierrot le fou

18.12.09

OS MINISTROS TAMBÉM PENSAM!



Apresento aqui, uma imagem positiva, para animar um pouco, a comunidade dos tristes e desolados que se sentem sós.

Cumprimentos à senhora Doutora Desolação e adjectivos congéneres...

Pierrot le fou

16.12.09

OS PODEROSOS TAMBÉM COMEM SOPA!
Faça como Berlusconi!


Aqui temos um político exemplar. Todos devem seguir o exemplo deste engolidor de sopas, homem de salário congelado em frigorífico "Classe A".

Pierrot le fou

15.12.09

E O OSCAR VAI PARA...
(teste psicotécnico)

Bush - Sapato (falhou!)
Berlusconi - Estatueta (em cheio!)

Descubra a próxima vedeta e objecto adequado.

Pierrot le fou

10.11.09

PESSOAS E DITADURAS (...)
ANO 2009 ANTES DE...



Olhando para a esquerda e para a direita, constatamos ou interpretamos o grande desperdício energético, na valsa das consequências psico-interesseiras, que os grandes grupos de marca registada, alimentam e passeiam, pelos canais da "comunicação vaidosa personalizada".
O palhaço do circo escreve às escondidas e esconde as suas verdadeiras emoções, assim como o ilusionista intervem de forma aberta, frente à inutilidade do tão pouco utilizado cerebelo dos seus receptores, banalizado pelos especialistas da pseudo-cultura proveitosa, casada com a tecnologia, financiada pela reunião dos neo-intelectuais dissipados, em programações especializadas, dirigidas aos consumidores do nada.
Irmãos e primos hierárquicos da sociedade imposta, consomem a sua escassa intelectualidade, ao interpretar as consequências, na prática que resulta de preconceitos aliados ao egoísmo de seres incrustados nas "lustrosas" associações dos poderes.

A valsa, (o três por quatro) tem os seu andamento particular, a harmonia poderá limitar-se e depender da forma musical.
Toda a execução respeita os encandeamentos que o compositor pretende realçar...
O Muro de Berlim é exemplo de injustiça social e de opressão estrutural afirmada por poderes organizados, distantes das obrigações e prioridades humanas.

Se em Portugal a PIDE oprimiu, torturou e desprezou com orgulho, o seu próprio povo, a RDA (República Democrática Alemã) seguiu (ou imitou) o comportamento do "Velhinho Estado Novo" ao adoptar uma forma opressiva semelhante.
Surgem os chibos, a instabilidade do povo cresce, os valores confundem-se,... As associações são discriminadas... Só existe um poder!
"Venham mais cinco" (José Afonso) faz sentido em Portugal ou na Alemanha,... Fascismo é fascismo!
Se as doutrinas confundem o Volk (povo), os cidadãos pelo mundo, continuam a conviver com ódios e rancores, dirigidos ao passado, que temem no presente disfarçado, que não os ilude.

Passadas as velhas ditaduras, permanece a dificuldade em interpretar a presença inividual de cada membro da suspeita sociedade global. As pessoas continuam a ser pessoas, o dinheiro é base injusta e severa para a pirâmide social, fixada pelos transcritores do direito à existência etiquetada pelos supermercados das organizações adultas convenientes.

A liberdade dos povos depende dos sistemas considerados pelos mesmos.
Os poderes existem e resultam da vontade própria, de alimentar ou destruir os valores que rodeiam o indivíduo ou sistema "projector".

VIVA A LIBERDADE!

Pierrot le fou, 2009

17.9.09

LEGISLATIVAS 2009 (€ ?)...
"Tera, Giga, Kilo, Super, Pequenas, Médias, Micro, Pico, Nano, Mini, Super-Mini-Infra-Mini, Infra, Sub,... Empresas!"


Farsa moderna, adaptada pelos tecnocratas-ilusionistas e usurpadores da República, a Campanha política para as Legislativas 2009, revela estupidez, vaidade, e aproveitamento, na conveniência que os membros da comunidade recitadora do passado, de retórica esgotada e inadequada, apresentam pelas ruas de Portugal, no habitual passeio, rumo às luzes da ribalta dos decisores.
PME... Três letras, um infinito de possibilidades!
Quando falar de economia está na moda, justifica-se o argumento das Pequenas e Médias Empresas, sobre tudo, quando quem exerce ou participa no poder, trata por "tu" e alimenta a ignorância do povo, em relação à matéria...
TGV (Train à Grande Vitesse - Comboio de Alta Velocidade)... Outras três letras...
Quando alguém fala sobre investimento público, agita-se a plebe, cria-se matéria diversiva e mais uma vez, alimenta-se a indecisão no eleitorado.
Poderiam os tetrápodes dos Partidos com suas "doutrinas" oxidadas, sugerir uma PMDCGV: Política de Melhoramento dos Direitos dos Cidadãos, de Grande Velocidade...
É como se fossemos à Mauritania tentar resolver o problema da exploração infantil, e ao chegar lá, reivindicariamos o problema de falta de orçamento da NASA, na preparação da próxima (ou primeira...) alunagem!
(Perceberam-me?)
Se até hoje, as políticas exercidas são perpendiculares às grandes prioridades, as promessas dos actuais candidatos ao Trono da Res Publica, apresentam-se sob forma de teorema complexo ou antitese involuntária, revelando-se incapacidade de assumir o cargo de alto responsável pelos minutos decisivos, na era do tempo económico, sustentado por deliberações incoerentes, praticadas por indivíduos aparentemente, bem intencionados.

Quando o problema das nações se encontra na injustiça e dificuldades sentidas pelos seus cidadãos, ao inflacionar conscientemente, os defeitos das acções dos seus rivais, os cabecilhas dos partidos políticos, afirmam a sua aparente intenção, como quem diz: "Ó Zé!... Estou despenteado, antes que alguém repare na meu péssimo aspecto, começa a falar sobre o pé de atleta!".

Concluo com uma Fábula de Jean de La Fontaine

O Corvo e a Raposa

O senhor corvo numa árvore empoleirado
Segurava no seu bico um queijo.
A senhora raposa, pelo odor atraída,
Dirigiu-se-lhe mais ou menos com estas palavras:
Olá! bom-dia, senhor corvo,
Como sois bonito! Como me pareceis belo!
Sem mentir, se o vosso gorjeio
For semelhante à vossa plumagem,
Vós sois a fénix dos habitantes destes bosques.
Com estas palavras o corvo não cabe em si de contente;
E para mostrar a sua bela voz,
Ele abre o grande bico e deixa cair a sua presa.
A raposa apodera-se dela e diz: "Meu bom senhor,
Aprendei que todo o bajulador
Vive às custas daquele que o escuta:
Esta lição vale bem um queijo, sem dúvida."
O corvo, envergonhado e confuso,
Jurou, mas um pouco tarde, que não o apanhariam mais.


Abraço aos candidatos a nossos futuros empregados, para o cargo de governantes e participantes, nas decisões que melhorarão Portugal, esperando que nos sirvam bem até à dissolução...


Pierrot le fou

9.7.09

Charles Baudelaire
"Les yeux des pauvres"
(Diferença e perturbações...)


Ah! vous voulez savoir pourquoi je vous hais aujourd’hui. Il vous sera sans doute moins facile de le comprendre qu’à moi de vous l’expliquer; car vous êtes, je crois, le plus bel exemple d’imperméabilité qui se puisse rencontrer.
Nous avions passé ensemble une longue journée qui m’avait paru courte. Nous nous étions bien promis que toutes nos pensées nous seraient communes à l’un et à l’autre, et que nos deux âmes désormais n’en feraient plus qu’une ; – un rêve qui n’a rien d’original, après tout, si ce n’est que, rêvé par tous les hommes, il n’a été réalisé par aucun.
Le soir, un peu fatiguée, vous voulûtes vous asseoir devant un café neuf qui formait le coin d’un boulevard neuf, encore tout plein de gravois et montrant déjà glorieusement ses splendeurs inachevées. Le café étincelait. Le gaz lui-même y déployait toute l’ardeur d’un début, et éclairait de toutes ses forces les murs aveuglants de blancheur, les nappes éblouissantes des miroirs, les ors des baguettes et des corniches, les pages aux joues rebondies traînés par les chiens en laisse, les dames riant au faucon perché sur leur poing, les nymphes et les déesses portant sur leur tête des fruits, des pâtés et du gibier, les Hébés et les Ganymèdes présentant à bras tendu la petite amphore à bavaroises ou l’obélisque bicolore des glaces panachées ; toute l’histoire et toute la mythologie mises au service de la goinfrerie.
Droit devant nous, sur la chaussée, était planté un brave homme d’une quarantaine d’années, au visage fatigué, à la barbe grisonnante, tenant d’une main un petit garçon et portant sur l’autre bras un petit être trop faible pour marcher. Il remplissait l’office de bonne et faisait prendre à ses enfants l’air du soir. Tous en guenilles. Ces trois visages étaient extraordinairement sérieux, et ces six yeux contemplaient fixement le café nouveau avec une admiration égale, mais nuancée diversement par l’âge.
Les yeux du père disaient : «Que c’est beau! que c’est beau ! on dirait que tout l’or du pauvre monde est venu se porter sur ces murs. » – Les yeux du petit garçon :«Que c’est beau! que c’est beau ! mais c’est une maison où peuvent seuls entrer les gens qui ne sont pas comme nous.» – Quant aux yeux du plus petit, ils étaient trop fascinés pour exprimer autre chose qu’une joie stupide et profonde.
Les chansonniers disent que le plaisir rend l’âme bonne et amollit le cœur. La chanson avait raison ce soir-là, relativement à moi. Non-seulement j’étais attendri par cette famille d’yeux, mais je me sentais un peu honteux de nos verres et de nos carafes, plus grands que notre soif. Je tournais mes regards vers les vôtres, cher amour, pour y lire ma pensée; je plongeais dans vos yeux si beaux et si bizarrement doux, dans vos yeux verts, habités par le Caprice et inspirés par la Lune, quand vous me dites : «Ces gens-là me sont insupportables avec leurs yeux ouverts comme des portes cochères! Ne pourriez-vous pas prier le maître du café de les éloigner d’ici ?»
Tant il est difficile de s’entendre, mon cher ange, et tant la pensée est incommunicable, même entre gens qui s’aiment !

Charles Baudelaire

2.7.09

Demissão de Manuel Pinho ou remodelação do Governo "out of phase"?
(Mentir ao povo sim, pobreza sim,... Gestos na Assembleia não!!)


"Porque choras tu menino?"
-Aquelele menino fez-me uma careta. Buáááááááááááááááááá...
- Pensei que fosse por causa do Estado da Nação...
O jovem ganha um ar sério e pergunta.
- Nação? Qual Nação?
- Esta onde nos encontramos, o nosso país... Não sabias que na Assembleia da República, foi dia para debater o Estado da Nação?
- O que é isso?
- Seria demasiado complicado explicar-te...
- Explique lá!
- Está bem, vou tentar. Sabes o que são políticos?
- Sim, são aqueles que o meu pai costuma chamar de inúteis e de ladrões...
- São pessoas eleitas pelo povo... hum hum... quando vota! Depois, essas mesmas pessoas, falam entre elas e tentam criar leis e projectos para melhorar o país.
- Quem? Os tais inúteis?
- Sim.
- Hoje, o meu pai tinha a televisão ligada e disse que um desses senhores eleitos, fez um gesto muito feio!
- O gesto não foi assim tão feio, até teria certa piada...
- Mas não se deve fazer gestos feios?
- Na Assembleia?... É melhor não... Por lá, tudo é permitido. Todos podem faltar, mentir, falar sem dizer nada, divergir só para divergir, acusar os outros, ser arrogante, ignorar os outros... até fazer caretas!
- Gestos feios é que não?
- Gestos feios é que não!... Dizem que ofende...

No festival de estranhas intervenções a que pudemos assistir hoje, na Assembleia da República Portuguesa, tivemos direito a mentiras (faz parte), um Presidente zangado, interpelações "substantivas", deputados ofendidos e até uma demissão.
As intervenções sérias dos vários deputados que abordaram assuntos prioritários perderam interesse... os senhores do jornalismo que o digam!
...Bravo! Este é o estado da nossa Nação!

Com respeito por todos os deputados da Assembleia da República Portuguesa e Governos remodelados,

Pierrot le fou

22.6.09

A Ignorância e a Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo
(original Pierrot le fou)


A noite era bem escura, a Ignorância deambulava sozinha pela isolada Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, conhecidos pelos seus actos intelectuais revolucionários, tão temidos pelos conservadores da escrita antiga.
A pouca luz dos candeeiros tornava clara, a decadência das ruas dos abandonados bairros ocupados por resistentes de várias tendências e expressões literárias, que ali encontravam serenidade e isolamento necessário para desenvolver as suas teses, como se o lado físico da existência, nada significasse.

Os sábios da reconhecida comunidade, tinham aplicado um método que consistia na inter-valorização dos presentes, organizando encontros diários, onde todos os participantes apresentavam as suas ideias e reflectiam sobre as projecções dos colegas intervenientes.

Na mesma noite, a Ignorância passava em frente a uma casa, quando ouve uma voz perguntar:
"Que fazes tu por aqui?"
- Venho falar com o teu chefe.
- Aqui não há chefes! Somos todos iguais, reunimo-nos para decidir qual a função mais adequada para cada um dos membros da nossa comunidade.
- Seja... Venho mandatado pela Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna.
- O que nos querem esses encéfalos congelados?
- A vossa proposta foi avaliada e rejeitada.
- Outra vez? Não aceitam nem uma! E os cobardes enviam um Zé qualquer para nos anunciar as suas decisões... Qual é a sua posição lá na Comissão?
- Eu? Eu sou a Ignorância.
- Não me admira!
- Ai sim? Porquê?
- A resposta tem nome e encontra-se aqui na cidade, bem longe dos sentados que votam presente, para vetar a evolução! Se desejar aprender alguma coisa ou esclarecer as suas dúvidas, terá de forma definitiva, que atravessar a fronteira que separa o mundo do comodismo dos tecnocratas, do cenário dos infinitos actos benevolentes e construções por aplaudir!
- Sabe que não pertenço a esse meio...
- Como desejar... Já agora, poderia levar mais uma proposta, lá para a Alta Comissão?
- Qual é a palavra?
- "Politocrata"... Um adjectivo..."

E assim, demoraria mais algum tempo, a viagem de ida e volta de mais uma palavra que, depois de uma habitual, negativa e automatizada decisão dos poderosos senhores da Alta Comissão para a Estabilidade e Direitos da Comunicação Interna, viria juntar-se aos sonhadores da Cidade dos Sagrados Membros do Neologismo, adiando-se mais uma vez, a eminente Revolução das Letras.

Pierrot le fou

19.6.09

A Ervilha
(Alfadiálogo)
Aferição? Toma lá aflição!


"O senhor tem alguma coisa a acrescentar ao seu depoimento?"

A - Não!
B - Declaro encerrado o leilão!
C - A defesa submete-se e apoiará qualquer decisão!
D - Próximos!
E - Aqui estamos...
F - Apresentem-se.
G - Somos nós.
H - Muito bem. Porque roubaram os senhores, a ervilha que sobrou do jantar do senhor Z?
I - Estávamos todos famintos...
J - Os senhores reconhecem o crime?!
K- Sim, senhor Doutor Juiz, Vossa Eminência, Deus nosso Senhor, sua Importância... Pai... Papá (choramingava K)
L - Tem horas?
M - Porque pergunta?
N - Por questões de dinheiro.
O - Dinheiro?
P - Tempo!... Tempo é dinheiro.
Q - Ah, até que enfim!
R - O quê?
S - Até que enfim, que encontro uma pessoa que respeita a grande teoria de Darwin!
T - Não percebo...
U - O senhor não contraria as sugestões ou propostas deliberadas, que os nossos parecidos tentaram projectar, na ciência fundida.
V - Que confusão na sua linguagem!
W - Acha?
X - Já não percebo nada, sinto que preciso de estudar mais!
Y - O senhor acaba de despir a sua consciência... Que bela mulher!
Z - Com intenção de ser bom talvez mas... sou tão pudico... Só não admito que me roubem!... Nada, nem uma ervilha!!!

Na encruzilhada dos valores voláteis apresentados pelos futuristas e conservadores do velhinho dinheiro, o poder dos filósofos e cientistas embebedados, tem uma notável fatia de responsabilidade nos resultados da grande Academia dos Templários do Ultrapassado Método de Ensino Politizado, distante das prováveis sociedades futuras!

Perceberam alguma coisa?...

Pierrot le fou

17.6.09

O Homem e o presente

(para ampliar, clique na imagem)

Pierrot le fou

12.6.09

Direitos do Homem?... No futebol!


"Por quanto vendeste o Ronaldo?
- 93 milhões de Euros.
- Só?...
- O que querias? É a recessão!
- A vida é ingrata!
- A culpa é do povo!
- Temos que criar um sindicato!
- Um partido político!"

Um parido polít... Porque não alterar os artigos 1º, 2º e 3º, da Declaração Universal dos Direitos do Homem?

ARTIGO 1.º (segundo os rapazes do futebol)
Todos os seres humanos nascem obrigados e iguais em dignidade e em direitos, no futebol. Dotados de razão e de consciência no futebol, devem agir uns para com os outros em espírito de futebol.

ARTIGO 2.º (segundo os rapazes do futebol)
Todos os seres humanos do futebol podem invocar os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção alguma, nomeadamente de raça, de cor, de sexo, de língua, de religião, de opinião política ou outra, de origem nacional ou social, de fortuna, de nascimento ou de qualquer outra situação, no futebol.
Além disso, não será feita nenhuma distinção fundada no estatuto político, jurídico ou internacional do país ou do território da naturalidade da pessoa, seja esse país ou território independente, sob tutela, autónomo ou sujeito a alguma limitação de soberania, no futebol.

ARTIGO 3.º (segundo os rapazes do futebol)
Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal, no futebol.


Parabéns ao Senhor Doutor Futebol (e atletas comercializáveis com saúde,... na moda).

Pierrot le fou

10.6.09

Descubra a difrença...
(só para adultos portugueses...recenseados)

Estas imagens parecem iguais mas na verdade existe uma diferença.
Descubra a dferença entre as duas imagens.
(aonde é que já leu isto?...)


Já descobriu?
Será isto que alguns abstencionistas pretendem? (ou com outra instituição rival?...)

Pierrot le fou

Governar...
Teatro e poesia? Evoquem os verdadeiros!
(prejuízo para os acomodados interesseiros!)


Não peçam a um poeta ou a um actor de teatro, para governar um país!
Não insistam...
Ao fazê-lo, poderão acordar uma capacidade oculta, de seres poderosos, reveladores de infinitas e benéficas possibilidades, até agora, no seu estado de repouso!

Pierrot le fou

8.6.09

Resultados Eleições Europeias 2009
(Percentagens? Vence a abstenção!)


36.48% dos portugueses (recenseados...) deslocaram-se às urnas para exercer o seu momentâneo (ou curto) e penoso direito cívico, que é colocar um papel dobrado, numa caixa, em cima de uma mesa.
Aqueles que parecem não se preocupar com o rumo de Portugal, mais uma vez venceram, desta vez, com os gloriosos 63.52%.
Define-se assim, a presença portuguesa... em Portugal!

Siga a seta...

O ORGULHO DOS PORTUGUESES:

OS RESULTADOS DOS PORTUGUESES:


Considerando os 36.48% de portugueses que elegeram os eurodeputados portugueses...

REALIDADE E ORGULHO DOS PORTUGUESES:

Deverá o INE (ou um seu estatístico familiar), desenvolver um estudo sobre a relação entre os 63.52% e o comportamento dos rivais e afirmados deputados das Assembleias dos Cafés e esplanadas por Portugal?

Pierrot le fou (horas depois de colocar o papel na caixa em cima da mesa)

7.6.09

Votar para pouco ou nada mudar...
Reciclagem da Limitada Liberdade
(Eleições Europeias 2009)


Votar é uma liberdade.
O dia seguinte é o início da habitual ansiosa contagem decrescente, para a próxima votação.

desejo a todos, um excelente momento de votação...

Pierrot le fou

3.6.09

O Milagre do banqueiro
(obsessão e recompensa)


Molière, La Fontaine?


"Fui roubado! Roubaram-me! Aonde está o meu dinheiro?"

"Onde estás tu? Meu tesouro, força que me faz viver, minha matéria, de inestimável valor... meu tudo!
Aparece Dinheiro! todos me observam e satisfazem a sua existência, ao verem-me assim tão vulnerável... Volta!
Não me abandones neste momento de injustiça social, dirigida à minha sensível riqueza escondida!

Neste meu estado de desespero, nada me importará, uma nacionalização provisória da minha instituição aceitar, se o Estado assumir as minhas dificuldades e tratar este meu mal estar, com mais uma imposta contribuição, que meus habituais Ministros e deputados colaboradores, venham a cobrar a todos os distraídos e calados pagadores, da adormecida República... Eles são tantos!

Como é feia e pesada, esta tua dedicatória... que acredito ter caído em cima de mim, por tua inconsciência, acredito na tua boa fé e anseio pela reparação deste teu involuntário erro... Ó Deus, prometo-te melhorar-me, evoluir é o meu desejo,... sou um humilde banqueiro, um ser humano... por favor, preciso de um milagre!"

E assim foi...

No lugar do mentiroso e interesseiro declamador, que com a sua ardilosa irreverência, tudo fizera e reivindicara em seu nome, num instante tão breve quanto a premeditação das consequências da popularizada recessão, um fenómeno digno de primeiras páginas (...) e fóruns televisivos, aconteceu...
O homem acabava de transformar-se numa bolsa de material sintético, ...nas normas de certa união, que nos tempos em que decorreu esta história, fora conhecida por "europeia"...

Em resultado desta súbita metamorfose, em Nova Iorque, na 5ª Avenida, um turista pergunta: "Quanto custa essa bolsa?
- 19.99 Dólares, respondeu o comerciante.
- Só?
- Sim man, não passa de uma vulgar bolsa, que um sujeito aqui deixou para cobrir a diferença que faltava, para pagar um casaco que aqui comprou.
- Ainda melhor,... sabe... É tão raro encontrar uma bolsa que chora..."

Pierrot le fou

29.5.09

O Pobre Governador e o Homem Frio
(pena perpétua para a vítima)


"Cometi um crime grave!" Gritava o desesperado ser, inconformado com a flagrante estupidez que dirigira o seu destino naquela decisiva hora.
- Um crime? Gaba-se de ter cometido um crime em voz alta e continua a passear pelas ruas? Pergunta o Homem Frio, com voz revoltada.
- Não me gabo, pelo contrário,... Ao gritar, solto o meu puro e límpido desejo, de mostrar arrependimento. Sou um simples ser, os meus impulsos são naturais,... Falar alto, é um direito pessoal, complementar da minha nobre função... um direito adquirido.
- Adquirido ?...
- Sim, a lei prevê imensas regalias, para pessoas importantes como eu, posso por isso, ao dirigir-me aos outros, aplicar a dinâmica que considerar necessária...
- Importantes?! O que faz o senhor?
- Sou governador.
- O que governa o senhor?
- Um banco.
- Um banco?! Aaaaah, Já percebi tudo, andou a mamar dinheiro e prestígio, desde sempre e em tempos agitados, chama pela mamã! Continue a representar, não encoste essa sua falsidade...
- Eu não sou falso!!
- Então porque chora por transferência bancária, em vez de agir com dignidade?...
- Dignidade? Como?
- É tão fácil...
- Fácil?
- Sim, "Senhor Moedas dos Outros"! Fácil e barato para a sua ignorância e colaboração, geneticamente alteradas pela sua mente obcecada em injustiça e dificuldade dedicadas a todos os que respiram a seu lado!!
- Sabe? Sinto-me tão mal...
- Mal? Os seus sentimentos nunca serão julgados, o seu arrependimento é desfasado, frente à imoralidade, que em sua egoísta defesa, tenta realçar!
- O senhor é mau!
- Mau? Todo o dinheiro que recebeu ou refundiu, atrás das suas máscaras, no Carnaval dos idiotas das instituições mentirosas, serviu a sua culpada vaidade mas não impediu a oxidação da sua carcaça, nem a emergência dos responsáveis por tantas vitimas pelo Mundo!
- Sinto-me Mal!
- Outra vez?
- Sim! é um direito...
- Adquirido, já todos sabemos! Tem direitos personalizados, destinados à sua inútil importância! Diga em voz alta... Diga se é homem forte, para assumir os seus erros! Diga que é ladrão do povo e usurpador dos seus direitos!!
- ...
O Governador evaporou-se,... (como o Escudo português).
O tempo passou, passou. até que...

Numa prisão, encontrava-se o o Homem Frio a narrar:
- ...e felizmente, passados poucos dias deste defeituoso encontro, fez-se justiça, o homem que ao longo de tantas décadas, todos os vivos, enganara, foi destituído do seu alto cargo de Governador da Caixa Forte Moderna do Reino Portucalense Europeu.
- Prenderam o gajo?
- Sei lá!... Não passo dum cidadão que tenta respeitar a hierarquia das penas!

No ciclo dos vivos indefesos, justiça institucional e razão, seriam elementos nulos, em favor de qualquer lógica ou conclusão, para os seres encurralados, no trampolim dos acrobatas da moralidade...

Pierrot le fou

28.5.09

Rir faz bem à saúde (Parte 3)
"O homem e a luz"

(acordo ortográfico? E se falássemos assim?...)


Ah! Mas que bela matinada! Diz o falador logo depois de acordar.
Hoje, mal abri o estoril do meu quarteto, logo toda a solaria entrou alegremente.
"É grande prazer que tenho, este de te ver assim tão claro, mais essa vontade de tudo me mostrares, me dá ideias e faz acordar... Ó Dia!" (completou).
Como é bom saber-te aí, então que a minha parte é tão pequena e dependente dos teus humores... ó Tempo! Disse.
Se assim continuares, para te ajudar, em nada me importará com minha lanterneta iluminar, os restos da nossa Terreta, que não consigas alcançar.
Tanta luzura, tanta verdade!
É importante para a minha presença aqui, que tudo se veja com a digna aparência, de tudo que pretende aparecer.
Por cá, muitos são os homens, que melhor querem ver e que mal usam a olheira, tantas são as almas perdidas que não se fartam de tentar...
Se toda essa tua esforçura e vontade de nos mostrar o que é e se pode observar, é sinal de boa fé, reconheço, grandiosidade e enormidão, nessa tua capacidade de tornar banais os candeeiros em minha casa, ao acenderes a luz deste céu tão enorme.
Hoje, foi um bom acordamento! Sinto-me mais forte e mais capaz de interpretar!
Vejo bem, tudo tem cor própria e grandiosidade.
Serei a partir de hoje, grande olhador e guardarei debaixo da boina, todas as imagens de proveito inquestionável.

O dia seguiu o seu rumo, deixando para trás, mais um recém-acordado olhador, que em resultado desta sua nova existência, cancelou o contrato com a empresa fornecedora de energia eléctrica e passou a olhar muito mais.

Pierrot le fou

26.5.09

O Escuro (curto diálogo circunstancial)


"Ai, ai... Ai ai ai!"
...Ai? Pergunta uma voz na escuridão, naquele espaço perdido, talvez infinito.
- Sim... Ai!
- Há por aí sofrimento?
Faz-se silêncio e... e ouve-se:
- Sofrimento não! Ai ai ai ai!...
- Que tentas dizer? Porque produzes tantos sons, para tanto ou nada dizer?.. Quem se expressa de tal forma?
- Eu!
- Eu?... Posso ajudar-te?
- Sim, por favor, tenho grande medo do escuro porque nele, nada se revela, tudo é oculto e assustador... nada consigo alcançar.
- Porque vives nessa instabilidade e insegurança?
- Desde sempre fui medroso, o desconhecido merece por minha parte, exagerado respeito e incompreensão exacerbada!
- Não deve o amigo, tornar-se matéria combustível para esse seu defeito!
- Bem sei, bem sei...
- O que pensas do universo?
- Universo?... Universo... Se os versos se unissem para me proteger em tal hora, resultariam da minha criatividade, infinitas linhas de prosa benéfica e reparadora, desta insuportável fraqueza, que os presentes vulneráveis e instáveis da minha génese transportam...
- Referia-me ao universo, a imensidão... "o desconhecido"...
- Percebi.
- Essa tua fobia tem origem...
- Na escuridão!
- Na escuridão ou trevas, revela-se a interpretação e ignorância dos sábios isolados, a sua ansiedade é por si, uma considerável convicção nos seus objectivos adormecidos ou dívida pessoal para com as suas capacidades!
Faz-se silêncio e...
- Continue amigo, continue... Amigo? Amigo?!..."

Ninguém responde.

"Não me deixe aqui sozinho no escuro! Por favor!..."

O Homem Medroso ficou ali só, acompanhado da sua assustadora ansiedade, à espera...

A solidão e a ausência de luz teriam levado o Homem Medroso a comunicar com um sábio viajante invisível ou, teria o seu lado inconsciente, gerado um diálogo inibidor de seus medos, que por momentos quase iluminou uma voz reconfortante, cúmplice da sua imaginação?

Pierrot le fou

22.5.09

Tudo (conclusão imaterial)


O homem acabou por cumprir uma pena de prisão eterna, no espaço limitado pela sua mente definidora das suas capacidades em vias de revelação.

O poder interpretativo do aprendiz, já condenado à definitiva posição de recitador do vago texto conhecido até então, não lhe permitia avançar.

O caminho será longo, o traçado orgulhosamente indefinido.
Como poderá ele acordar e desencadear a reacção inteligente, reveladora da sua provável presença, no painel dos evoluidos?

Argumentava o Espaço, com teorias justificadoras dos seus resultados aparentes, tentando através de afirmados exemplos, valorizar os seus feitos, provavelmente sólidos e organizados.

Como poderia um frágil receptor, consentir uma afirmação tão vaga?

...sentimentos e fraquezas acabariam por surgir.

Pierrot le fou

11.5.09

Dançar (tout court)


Se no seu emprego (ou Trabalho...), estiver a atravessar uma fase difícil ou sentir interferência por parte de colegas impossíveis de aturar (chefes frustrados, imbecis, invejosos, complexados, mal casados,...), imagine a música e reproduza os passos do carteiro frente ao inimigo...
Veja aqui

30.4.09

1º de Maio 2009
Politikós - Homo Politicus - people´s Administrator

(Metamorfose)

1º de Maio, Dia do Trabalhador
2 de Maio até 30 de Abril, Dias dos Servos? (...do quê e de quem?)
Deve-se ao sector em que muitos desenvolvem a sua actividade de trabalhador independente, o facto de poucas vezes terem celebrado o 1º de Maio, por se encontrarem a trabalhar neste dia.

Ser Trabalhador Independente é:
(Provável explicação em 7 pontos)

1 - Pagar o Imposto Social (para os tecnocratas e indiferentes: "Contribuição Social"), mesmo quando não há trabalho.
2 - Não ter direito a subsídio de desemprego.
3 - Não pensar em empréstimo para casa (proibido!).
4 - Não dormir (trabalhar com directas em cima de directas).
5 - Não ter orientação nem consideração e respeito visíveis, por parte de toda a representação política!
6 - Ter as obrigações de qualquer outra cidadão que trabalhe, na condição de aceitar não usufruir de direitos sociais e de respeitar o ponto 7.
7 - Recomeçar no ponto 1

Com respeito áqueles que trabalham, desejo a todos, um excelente "Dia do Empregado do Dinheiro".

Aos políticos, economistas e outros acomodados, desejo um dia cheio de trabalho, tendo para o efeito, os senhores que sair á rua e fazer algo que se veja!

Cumprimentos ao Senhor Doutor Capital Económico e marionetes...

Rir faz bem à saúde...
Cena do filme "Le Tatoué" (1968)
"Au Sujet Du Modigliani..."


Assista aqui a um riso contagiante ( e ria-se... ninguém vê).

24.4.09

Pós 25 de Abril 2009 em Portugal?
Refundidos e frustrados continuam a impedir a sua boa aplicação!


Os direitos dos cidadãos limitam-se à sua intervenção individual e colectiva, na sociedade instável presente, considerando o estado de repouso de todo o cenário cívico.
(Pierrot le fou 2009)

DIREITOS 1948: AQUI

Os partidos políticos auto-banalizaram-se, perderam definição e significado (ver legitimidade...) por vontade própria de dirigentes oportunistas, que com sua vaidade e egoísmo, não hesitaram em aceitar o posto de "imperador do seu território", na grande escala da pirâmide social ultrapassada.

A Economia adoeceu, o poder político projecta o diagnóstico!

Os Bancos tropeçam, o poder político encontra justificação e redefine a sua decadente autoridade!

O poder político é inócuo (mas continua a decidir), as ideologias dissipam-se no ambiente das permutas ocultas definidoras do presente imoral!

Os cidadãos têm que produzir logo ao nascer!

Longe de qualquer intervenção interessante, a maioria dos recenseados, no passado, votaram nos actores que mais os encantaram, e que só passaram a conhecer, em momentos de campanha na pretensão ao trono dos idiotas de reforma garantida.

Muitas são as pessoas que ouço dizer: "Eu não votarei nas próximas Legislativas!"
Aqui está a grande resolução para todos os nossos problemas!

Se temos sido governados por indivíduos eleitos por perto de um quinto da população, então... teremos a solução ideal, na ausência total nas urnas (ver Coreia do Norte... muito parecido), no direito cívico mais visível, notado até hoje, naquilo a que insistimos em chamar "democracia".

Bastariam 1500 votos para governar (continuar a vender) o povo português.

Lembre-se que o dinheiro que saiu de Portugal logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, voltou em parte...mas com exigências condicionais, que redefiniram a "Política em Portugal"!
Muitas políticas de governação, que por cá têm sido "aplicadas" (...) funcionaram através consentimento de poderes ocultos (e assim têm funcionado muitos países pelo Mundo (ver Obscurantismo).

É verdade... Quem fez o 25 de Abril, foram os militares portugueses!
O povo "em geral",... continua encostado no sofá!

Viva Portugal!

Pierrot le fou

21.4.09

I´m Back!
A CULPA É CULPADA
(Interpretação-mea culpa? Caso resolvido)



A culpa é do Governo!
A culpa é dos ministros!
A culpa é dos que não produzem riqueza!
A culpa é dos professores!
A culpa é dos médicos!
A culpa é dos estudantes!
A culpa é do povo português!
A culpa é dos comodistas!
A culpa é dos funcionários públicos!
A culpa é dos outros!!!
A culpa é culpada!

A culpa é dos Bancos!
A culpa é dos lobbys!
A culpa é dos estrangeiros!
A culpa é do dinheiro!
A culpa é dos empresários!
A culpa é dos trabalhadores!
A culpa é dos vaidosos endividados!
A culpa é sempre do outro!
A culpa é da tolerância!

A culpa é da desculpa!
A culpa é culpada!!!


No Grande Tribunal do povo, todos somos acusadores oficiais e reconhecidos, todos sabemos apontar o dedo, todos oferecemos (ou passamos) de bom grado, as nossas responsabilidades e civismo ao próximo.
Na era do negócio global politizado, partilhado por intérpretes que em uníssono repetem a velha cantiga do mercantilismo (import-export), enquanto "ordem de trabalhos" exclusiva, adaptada aos interesses e capacidades limitadas às suas condições académico-sociais e posições consequentes nas grandes instituições, as decisões pesam na consciência dos indivíduos distantes ou isolados de qualquer poder organizado, justificando-se assim, o tom acusatório adoptado pela plebe servidora do metabolismo sugerido.
Imaginemos num agregado familiar, onde o Estado, que tem o poder de decisão, obrigações e deveres, seria "o pai" e o povo com obrigações e deveres (sem poder) seria o filho de 5 anos, o curto diálogo seguinte:

- Pai, diz o filho.
- Sim? responde o pai.
- Tenho fome!
- Não há comida!!

(Vamos continuar, agora à político!)

- Mas... sinto-me fraco, preciso de comer...
- Então, há que exportar e importar!
- ...

E já está (caso resolvido)!
Perceberam, deduziram?

Será que o cidadão comum, consegue trabalhar, tratar dos filhos, pagar, pagar, pagar e pagar... e ainda por cima, tratar dos assuntos políticos do Mundo? Não cabe essa tarefa áqueles que foram eleitos?!
Ser pai e seu próprio filho em simultâneo?...

Farto de frases feitas, sem sentido, como: " A culpa não pode morrer solteira", pergunto:
"Como pode a culpa morrer solteira, se com ela todos nós vivemos em matrimónio conveniente?

Despeço-me cumprimentando a Senhora Professora Doutora Culpa e colaboradores (e outros culpados).

Deixo o link para uma música inocente... com boa disposição: aqui

Pierrot le fou

5.3.09

ESTOU A PENSAR...



Volto quando sincronizar com a caneta ou o QWERTY...
Política e tendências económicas (como a recessão), são interesses ou modas que não sigo (ou pratico) mas invadem e perturbam a minha privacidade e criatividade.

Abraço e até breve,

(Entretanto, espreite aqui)

Pierrot le fou (abstracto...)

18.2.09

Acordo Ortográfico?
Quem consultou os portugueses?


Brevemente, Egípto passará a escrever-se "Egíto"!!!

Então vamos lá tentar perceber. Os egípcios são os...
Egip... O que faz aqui o "p"?
...Aquele que nasce no Egíto (sem "p") é egípcio (com "p"?!!).

Já me "confundiram"!

Deixa-lá ver se percebi:

Eu nasci em Portugal, por isso sou potuguês (sem "r", porque não?).

Quem poderá contestar isto?
Quem decidiu avançar com este vergonhoso acordo?
Serão pessoas, mentalidades ou doenças que decidem?

Vergonhoso e com ar de política, este acordo vibra por simpatia com ridículas iniciativas dos recentes governos que vão conseguindo distrair o povo, definindo mais uma vez, as posições dos "POÍTICOS POTUGUESES" (menos um "L" e um "R") que têm dirigido o nosso país, como no ballet dos criminosos desajeitados, com sede de imoralidade e suja vaidade que mancha todo o já desprezado espectro da imagem interna afixada, no painel da nossa estagnada cultura.

Pierrot le fou (em aCCCCCCção!)

9.2.09

BAUDELAIRE
"O ESPELHO"



Le Miroir

Un homme épouvantable entre et se regarde dans la glace.
"- Pourquoi vous regardez-vous au miroir, puisque vous ne pouvez vous y voir qu'avec déplaisir?" L'homme épouvantable me répond: "- Monsieur, d'après les immortels principes de 89, tous les hommes sont égaux en droits; donc je possède le droit de me mirer; avec plaisir ou déplaisir, cela ne regarde que ma conscience."

Au nom du bon sens, j'avais sans doute raison; mais, au point de vue de la loi, il n'avait pas tort.

Charles Baudelaire

8.2.09

FUTEBOL CLUBE DO PORTO - BENFICA
PREVISÕES PARA O JOGO DE DOMINGO 8 DE FEVEREIRO DE 2009
(corriga este texto)


O árbitro irá apitar, os jogadores irão correr dum lado para o outro, o público assistirá...

O jogo terminará, o vencedor terá vencido, o perdedor terá sido derrotado, os canais televisivos terão massa para esticar, os portugueses... continuarão a ser portugueses.

Os jornais serão vendidos, o dinheiro continuará escondido em offshores e os burros irão trabalhar em nome da produtividade e do capital suplementar, destinado aos caprichosos meninos das acções empilhadas no aramazém dos 1001 ladrões vulneráveis.

Segunda-feira começará logo a seguir a domingo e os partidos políticos continuarão a sua luta pelos direitos dos políticos.

O Manuel alegre continuará a sonhar com uma esquerda no seu partido, que bem sabe ser de direita... Movimento de Intervenção e Cidadania...
"Se penso azul, o que faço eu no meio dos amarelos às bolinhas verdes?"
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O Paulo Portas continua a ir para as feiras com o discurso de protector ou de Santo Padroeiro...
Anda no meio dos agricultores a fazer o quê? Irá o prof do Jaguar, prometer submarinos às pessoas que trabalham a terra?
Tem tudo a ver com a sua condição e dedicação, no percurso até hoje, por nós constatado!
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O (nosso....) Primeiro-Ministro, fala em nome duma esquerda progressista... só se estiver a falar da mão esquerda dele!

O Presidente da República está no lugar certo para cantar, cantar... e cantar... e cantar... e... um veto aqui, uma promulgação ali e... e cantar.

Todos os nomes e títulos-adjectivos, acima referidos, não existem, não passam por isso de palavras imaginadas pelos leitores-interpretadores, do curto texto dedicado ao jogo de futebol entre duas equipas que sofrem e lutam com grande esforço, em nome da evolução dos direitos do povo português.

Pierrot le fou (de penalty)

30.1.09

O HOMEM QUE NÃO SABIA
(Conto original, rotlefou.blogspot.com)


Numa manhã, um jovem dirigia-se à escola, quando num largo, ouve um homem sentado na calçada, dizer repetidas vezes:
"eu não sei, eu não sei,..."
O jovem prossegue a sua marcha, quando ouve:
"E tu, sabes?"
Pára, vira-se e:
"É comigo?" Pergunta o jovem.
"Sim, vês mais alguém?!" diz o homem.
-Eu não...
- Então porque não respondes logo?
- Qual era a pergunta?
- Perguntei-te se sabias.
- Se sabia?.... Se sabia o quê?
- Lá está! Isto é que é a juventude de hoje! Andam por aí todos pimpões com a tecnologia no bolso, trocam a chupeta pelo cigarro, Camões, para vocês é um primo afastado do Magalhães e os mais velhos são todos uns burros ultrapassados, mal vestidos, que não conhecem nada da industria musical que os pirralhos das modernices, mastigam com hamburgers cozinhados no capitalismo globalizado à força, pelos imperialistas do dinheiro.
- Isso é uma pergunta?
- Ainda por cima arrogantes!
- Quem eu?
- Não, o Descartes!
- Quem?
- Sabes jovem, vou dizer-te uma coisa, coisa esta, que nunca deverás esquecer
- Diga então, senhor,... senhor...
- Podes chamar-me Homem Sentado
- Homem sentado... É o seu nome?...
- Não, não vês que estou sentado?
- S... sim.
- Dizia eu que... o que estava eu a dizer?
- O senhor Sentado falava de... de cartas?
- Não,... ah, já sei, sabes, a grandeza do homem, não se define pela sua postura na sociedade... para melhor perceberes, imagina o teu pai... O que faz o teu pai?
- O meu pai? É engenheiro electrotécnico.
- Boa, aqui está um bom exemplo. O teu pai, todos os dias depois de acordar, toma um duche e barbeia-se.... e barbeia-se!
- Hã... ah, sim, sim
- Sabes por que raio faz ele isso todos os dias?
- Para não ter barba?...sei lá!
- É como tu dizes, para não ter barba ou por questões de higiene mas antes de tudo, fá-lo porque a concorrência é vasta e um pelo a mais no rosto, é critério sólido para o despedimento, se nos interesses daqueles que o rodeiam, alguém decidir tratar-lhe da saúde, seja por que razão for... Quer isto dizer que, o teu pai pode ter uma posição digna e estável mas a qualquer momento, pode passar a inscrito... Percebeste?
- Inscrito?
- No desemprego.
- O que tem isto tudo a ver com grandeza?
- Também tu,... se jogasses menos Playstation e lesses um pouco mais!... Estou aqui sentado, farto de falar do teu progenitor...
- Pro... quê?
- Se fosse teu professor,....
- Seria avaliado?
- Bem! Vamos lá ver se não nos desviamos do assunto principal...
- Qual assunto principal?
- Olha-me para este jovem de crânio desidratado...
- Eu?
- Não o...
- Sim, já sei! o das cartas.
- Descartes... Descartes! Já alguma vez estudaste filosofia ou matemática?
- Já!
- Quantas vezes, quando?
- Sempre que não encontro um homem sentado no meio dum largo, a atrasar-me no meu percurso para a escola... já vou ouvi-las!!
- Espera!... Tu estavas a caminho da escola?
- Pois.
- Em que ano estudas tu, jovem?
- No oitavo.
- O que queres ser quando fores grande?
- Olha olha, já pareces mas é a minha tia!
- Vamos lá manter o nível de comunicação! E o respeito?...
- Olhe gostaria muito de continuar no interrogatório mas tenho uma aula que começa... há um quarto de hora atrás.
- "Jovem", diz o homem sentado ao rapaz que já se afastava.
- Diga lá rápido!
- Gostas de aprender?
- Sim homem sentado. E o senhor, gosta?
- Eu?... Não sei, não sei. Respondeu o homem vendo o jovem a desaparecer ao longe no largo.

O homem ficou ali sentado, calado, sem pessoas para abordar.

O homem sabe e fala,
Pergunta e afirma,
Os jovens vão sabendo e falando,
Questionam-se e vão aprendendo.

Na imagem que revela o homem,
O espírito jovem, por vezes cala-se.
O jovem quer falar como um homem...
Aprende, quem tem consciência da sua condição.

Terá o homem sentado, conhecimento disso?
E... terá o jovem, aprendido alguma coisa?

Pierrot le fou

28.1.09

CONTOS PROIBIDOS de Rui Mateus
(um livro inconveniente, arriscado ou demasiado parcial na abordagem?)


...A propósito de um dos recentes Presidentes da República Portuguesa, deixo aqui um link para o livro "Contos Proibidos", que descobri por aí...
Clique então, aqui

Pierrot le fou

7.1.09

Divagação...
(interpretação ridicula mas sincera...)



(para ler num domingo chuvoso, de preferência, em estado de ressaca.
Experimente misturar Whisky com Vodka, cerveja e Martini com um pouco de Tequila e vinho verde e beba em doses exageradas)

...Não se esqueça, se for conduzir o país, não beba com moderação...
Álcool? decretos-Lei, aqui

Sou um português desesperado (eu não, ele...),
Sofro por falta de dignidade,
Choro por causa de problemas de dinheiro,
Pensar na minha reforma, leva-me a não dormir,
A palavra "jornalismo" faz-me sentir mal,
Nem posso ouvir o adjectivo!
Por vezes, sou obrigado a fazer coisas boas,
Já recebo três reformas mensais, que vergonhosamente
nem tão pouco equivalem a vinte e cinco salários mínimos!
Toda esta desigualdade causa-me dor,
Esforçei-me para aqui chegar,
Por isso, exijo que me respeitem,
Faço a aprovo as leis em meu favor,
Quase que choro a rir mas tenho de fazê-lo escondido,
Sinto-me bem,
Afinal sou deputado ou ministro!
Quatro anos de teatro deram-me direito a uma boa reforma (até mesmo às reformas dos outros).
Os cidadãos têm contribuido para a minha riqueza,
Têm mesmo assim, que se esforçar mais ao fazê-lo!
Eles que chorem,
Os outros (os cidadãos) que façam como eu!
Sejam todos deputados ou ministros,
Ou então, continuem a trabalhar,
A gerar riqueza para os que já são ricos!
(Acaba aqui a divagação, as reformas dos meninos da Assembleia continuam a sair!)

Pierrot le fou

Comentários e queixinhas

5.1.09

PALESTINA, O QUE TE FIZERAM?
Um ângulo, um olhar...


Na madrugada de segunda-feira 5 de Janeiro 2009, enquanto a SIC NOTÍCIAS abria o noticiário com os resultados dos jogos da liga portuguesa (mais uma tradição que se integra perfeitamente na nossa comodidade e sede constante de distracção e lazer, que caracterizam o bom português preocupado com o lado humano da bola que gira e do árbitro que penaliza os guerreiros da cultura de sofá!), o conflito em Gaza era atentamente seguido pelo canal  Al Jazeera e outras estações pelo mundo...
Guerra religiosa, segundo holocausto ou reversão na afirmação  da identidade cultural de dois povos condenados a viver mal, não por culpa das pessoas de bom senso que figuram nos "dois lados", onde  imoralidade e violência exercida os fazem sentir-se impotentes na sua intelectualidade e amor pelos vizinhos irmãos.
Para nós da "Nova Europa", é-nos fácil constatar irreverência e distância, nas relações entre Estados da Comunidade, que nunca provaram até hoje, querer definir uma posição consensual de peso, na consideração exigida para enfrentar um assunto que afinal parece não ser de interesse prioritário, já que por parte da "arrasada" Palestina, não se esperam grandes negócios de proveito para a mentalidade monetária que representa o grande objectivo europeu.
Conhecendo através do bom jornalismo, que nos tem levado a conhecer a "verdadeira-realidade" da famosa Terra Santa, as pressões diplomáticas, consequentes bloqueios, destruição de bens necessários para sobrevivência, entre decisões e atitudes que ignoram até uma criança a nascer, podemos sentir o peso da matéria manipulada que se infiltra nos média, como se de censura se tratasse.
A verdade é só uma, na Palestina, todos sabemos bem que os intelectuais  sempre foram alvo de perseguições severas por parte de Israel (Mahmoud Darwich, clique aqui), que os levaram a exilarem-se, em paises como Egipto ou até mesmo em vários países na Europa, parecendo querer pôr de parte, qualquer diálogo civilizado, que poderia melhorar uma situação já
por muitos muitos considerada banal!
A importância dos homens de letras e de boa fé é assim posta de parte, dando lugar aos grandes contratos com os Estados Unidos, fonte de toda a espécie de armas para a manutenção da instabilidade no lado muçulmano, que ao ver-se encurralado e sem voz, na sua própria terra, acabou por adoptar uma postura de revolta contra uma posição imposta, que até os maiores sábios não conseguem compreender.
Se não fosse do interesse dos grandes poderes ocultos, a preservação de conflito no Médio-Oriente, Israel o poder, Israel a terra que também tem crianças, que também tem poetas, intelectuais de bom senso, poderia associar-se aos seus congéneres do "lado-oposto", e criar estruturas para de forma digna, avançar para o novo dia,...o Grande Dia que daria nova luz e amizade entre dois povos, que afinal já merecem muito mais que a situação que estão a viver desde há mais de quarenta anos (já para não falar do início do século XX...).
 
Enfim, uma visão por mim aqui transcrita que refere acontecimentos mas, antes de tudo, revela vontade única, de ver o problema dos povos de Israel e da Palestina resolvido, assim como o fim de actos de maldade que persistem em tantos outros países no Mundo!

Deixo mais abaixo, um link para lerem (em francês) o poema "Petite écolière palestinienne", que Mostafa HOUMIR, um homem marroquino partilha no site : Poetas Del Mundo.
Leia aqui

Pierrot le fou