29.8.08

Assaltos em Portugal?
Quem serão os praticantes?


Sei que pareço um ladrão...
mas há muitos que eu conheço
que, sem parecer o que são,
são aquilo que eu pareço.

António Aleixo


Caros cidadãos,

ouvi dizer que andam por aí a assaltar os bancos, os ricos e até as pessoas.
A isto, não poderia ficar quieto no meu canto, sem nada escrever, até porque escrever pode não dissuadir os praticantes de tais crimes mas irá de certeza servir o bom senso, em vez de banalmente comentar actos que surpreendem inocentes no meio de "fogo cruzado", resultante destes já habituais assaltos ou tentativas de tirar qualquer coisa a qualquer coisa ou a alguém.
Será que estes assaltos acontecem por necessidade? Isto é, em resposta a necessidades de pessoas que vivem a injustiça social em Portugal?
Quem.....quem terá o perfil ideal para desempenhar o papel de "Oi, eu sou um assaltante" ? (ou qualquer coisa assim....).
São de certeza pessoas que não se sentem realizadas ou que sonham com conforto, coisas boas, enfim acabar com o sofrimento que a maior parte do povo português começa a estar farto de sentir na pele.
Vamos tentar proceder por "eliminação" e talvez descubramos os potenciais culpados:

1- O Presidente da República ____________________Não é suspeito (tem prestígio e tem um bom salário, não precisa de...)

2- O Primeiro Ministro___________________________Não pode ser suspeito Não
tem prestígio mas tem um bom salário, não precisa de...)

3- Os trabalhadores por conta de outrem e funcionários________ São todos suspeitos (Não têm algum prestígio e não têm bons salários

4- Os empresários______________________________ São todos suspeitos (Nem sempre têm prestígio e nem todos têm bons salários)

5- Os estudantes________________________________São todos suspeitos (porque uns são filhos de trabalhadores e outros filhos de empresários)

6- Os trabalhadores liberais_____________________ São todos suspeitos (por não terem estabilidade económica nem direitos sociais...e os filhos deles)

7- Aqueles que não querem tabalhar_____________Não são suspeitos (quem não trabalha, não trabalha!)

8- Os delinquentes______________________________São todos suspeitos (até porque são delinquentes!)

9- Os Administradores__________________________Não são suspeitos (quem dirige grandes volumes de €, sabe faze-las sem dar nas vistas!)

10- O Durão Barroso____________________________Aonde é que está? Não é suspeito (está ausente...)

11- O pobrezinho que vive no interior e que nem sabe que houve uma revolução em Portugal no ano de 1974___________Bingo! Encontrámos o culpado!

Custou mas foi, afinal não é tão dificil assim fazer-se justiça em Portugal.
Qual reunião extraordinária da Comissão Permanente da Assembleia da República para debater a “onda de criminalidade violenta”!!!
Para quê dramatizar, os ex-suspeitos da lista acima continuam todos a viver normalmente, para que serviria uma reunião extraordinária se crime em Portugal é coisa ordinária?!
Contemplemos estas boas coisas que caracterizam a realidade da Justiça que os governantes que se sucedem uns aos outros nos oferecem enquanto privilégios dos infinitos direitos que servem Tribunais e processos automatizados, na representação limitada dos actores da tão maltratada República, que todos nós formamos enquanto membros inscritos na instituição dos deveres materiais sem direito ao equilibrio moral (e económico).

Pierrot le fou

Deixo aqui um artigo que poderá fazer pensar mais que uma vez, antes de fazer projectos perigosos...

Artigo 210º do código penal português.

Roubo
1 - Quem, com ilegítima intenção de apropriação para si ou para outra pessoa, subtrair, ou
constranger a que lhe seja entregue, coisa móvel alheia, por meio de violência contra uma pessoa, de
ameaça com perigo iminente para a vida ou para a integridade física, ou pondo-a na impossibilidade
de resistir, é punido com pena de prisão de 1 a 8 anos.
2 - A pena é a de prisão de 3 a 15 anos se:
a) Qualquer dos agentes produzir perigo para a vida da vítima ou lhe infligir, pelo menos por
negligência, ofensa à integridade física grave; ou
b) Se verificarem, singular ou cumulativamente, quaisquer requisitos referidos nos nºs 1 e 2 do artigo
204º, sendo correspondentemente aplicável o disposto no nº 4 do mesmo artigo.
3 - Se do facto resultar a morte de outra pessoa, o agente é punido com pena de prisão de 8 a 16
anos.

Não esquecer que para além de existirem mais artigos, na justiça também se aplica a matemática simples
exemplo: 1+3=4, 3+16=19, etc... (...penas)

um exemplo das possiveis recompensas aqui!

18.8.08

INTERPETAÇÃO GELADA DAS REPÚBLICAS DOS SENTADOS
(escrever por escrever)

"Pao leitura do azeite electrico demasiado alto para o nivel do pescoço italiano da torre emblematica do sofrimento alheio da padaria brilhante que rodeia as luzes dum livro acabado de começar a corrida para o melhor da sua rua propria no ramo da industria do ensino basico adornado pelas condutas do oceano atlantico preservado pelos misterios da ciencia do dia a dia por nos vividos atraves do pensamento comum prateado na escadaria inclinada representativa da fome dos negocios internos da galeria desfasada que fala na vez dos outros".

Sem acentos e pontuação, o texto acima torna-se tão lógico quanto a grande parte daquilo que à nossa volta vai acontecendo na politica, tendência moderna para imbecis sem capacidade para gerir uma oficina, quanto mais um país.
Abstracto, louco, adolescente, insólito ou mesmo irreverente, o texto que puderam ler (até pode ter significado...quem sabe?), não revela nada mais que “escrita só para escrever” , sem objectivo algum, tal como nas “Raves” das Assembleias das Repúblicas, quando se trata de resolver aquilo que ainda está por resolver.

Se pelo Tribunal Constitucional de determinado pais, aparecesse uma proposta demente que propusesse a obrigatoriedade de exames para aprovação dos idiotas candidatos a rei, deputado, ministro ou até mesmo, fofoca dos corredores das prestigiadas assembleias das várias repúblicas constituídas até hoje, o estágio não remunerado de doze meses seria certamente válido nos portões de acesso ao grau da fama dos vaidosos de crânio desidratado.
Enquanto a lei, os direitos e todas as decisões dependerem de académicos sentados, os povos do mundo limitam-se a mastigar as migalhas que lhes sugerem.

Bom apetite,

Pierrot le fou