28.1.08

PALESTINA
Observadores da União Europeia no Médio Oriente ?
Conselho do Blogger: "Observem bem!..."

11 comentários:

Anónimo disse...

PIERRE, Pedro
embora discorde do "pierrot le fou" eu, tua mãe, compreendo onde tentas chegar,porque é da voz do povo que só os loucos e as crianças dizem a verdade
Imagem clara,essa de uma Criança fazendo frente ao mais sofisticado material bélico, apenas com uma pedra na mão, que por si fala! Apenas pede que olhar sensível e inteligente a contemple e analise
com sentir justo e fraterno, como o fez nomeadamente o sábio e filósofo, Israelita :Yeshayahou Leibowitz (considéré comme l'un des intellectuels les plus marquants de la société israélienne)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Yeshayahou_Leibowitz#Philosophie_et_prises_de_position
Marília Gonçalves

Pierrot le Fou disse...

Com todo o respeito pelo povo de Israel assim como pelo povo da Palestina, este texto que fala dos observadores da UE no Médio Oriente
não pretende tocar na ferida, mas sim pedir um pouco de bom senso aos intervenientes nas grandes decisões que impedem a resolução do problema entre duas culturas, que já soa a "déjá vu".

Marília Gonçalves disse...

desfazer confusões
em Israel há movimentos militantes contra a Politica de Israel contra a Palestina. Isso não significa que as vozes que se insurgem, não amam Israel, tal como Yeshayahou Leibowitz
amou Israel o que lhe deu a lucidez para recusar uma posição que ele sionista sentia como uma mancha contra a sua própria Pátria.
Isso equivalia em dizer que os Resistentes portugueses ao Salazarismo o fariam por razões contrárias às que os moviam e lhes valeram prisão, tortura e morte. Só se dá a vida por uma causa quando o amor por ela nos move. Mais transparente sô a água e nem toda..infelizmente
Mas a bomba é uma arma cega, por conseguinte injusta e desumana que deve ser banida definitivamente onde quer que seja (no Iraque também)
O importante é retomar as negociações e que estas sejam de tal forma claras e explícitas que abram o caminho para a Paz a que todos os povos têm direito!
Viva a Amizade entre todos os Povos do Mundo e a Palavra justa que origina a Paz!
Marília Gonçalves

Anónimo disse...

..colocar a imagem do jovem como um mártir faz parte dum plano sofismático dos inimigos de Israel..por isso acho que se devem evitar posturas inflamadas de defesa de qualquer das partes.

Anónimo disse...

quando com toda a justiça e razão se apresentam filmes, documentários, fotos reportagens, sobre o holocausto judeu, perpetrado pela barbaridade nazi, não há qualquer postura inflamada, mas um grito humano que aponta uma atrocidade.
Yeshayahou Leibowitz era judeu e Israelita o que não o impediu de estabelecer comparações entre actos violentos e criminosos contra inocentes seja qual for o povo a que pertencem.
Aqui o inimigo a combater é a guerra e a colonização de territórios indevidamente ocupados.
Amo Portugal acima de tudo, meu berço e minha primeira luz, o que nunca me impediu de condenar a colonização portuguesa e as injustiças que dela decorreram
Agora ao invés do que vi acima, eu assino o que escrevo

Marília Gonçalves

Anónimo disse...

Olá Marilia, eu apenas escrevi aquele comentário em relação á foto em questão.
Por acaso tinha lido até com apreço o seu anterior.
Porém em relação a África, se alguém pode ver alguma melhoria, depois dos portugueses e da atabalhoada até mesmo vergonhosa descolonização, só tenho a lamentar os efeitos provocados, pela propaganda ao serviço dos interesses exteriores, dissimulados e que subjogaram Portugal.
Bruno

Anónimo disse...

ola Bruno
as consequências da descolonização portuguesa? Fazer bem uma descolonização implicava que alguma vez a colonização tivesse sido feita"bem"?) o termo é no mínimo estranho.
A colonização é o acto de ocupação da terra , da casa de outrem, eu detestava que um país poderoso nos "saltasse" sobre Portugal e dissesse: isto aqui agora é nosso, somos militar e economicamente mais fortes,agora por conseguinte em Portugal somos nós quem mandamos.
Mas cantores como o Luís Cilia, que conheci em Paris quando menina e declamadora, era jovem cantor e desertor, que cantava uma canção "o menino negro não entrou na roda"
a falta de humanidade dos colonos onde quer que cheguem tornam-nos malquistos, e é normal que assim seja. Agora quanto a descolonizar devemos pelo menos concordar que tudo o que se faz pela primeira vez,é sujeito a lacunas e enganos, mas a verdade a mais bela de todas é que cada ser humano é pertença de si próprio, e que hoje aos povos das eis colónias cabe-lhes a difícil mas honrosa missão de gerir os Países de seus antepassados, o que não é fácil tendo em conta o estado de incúria em que a colonização manteve cada terra ocupada. A nós portugueses cabe-nos ser para com esses novos Países solidários e saber olhar nossas responsabilidades históricas.
Quanto a Portugal gerir o nossos País (bem de preferência) que bem precisado está de quem olhe por ele sem a inexplicável vontade de lhe deixar "comer" um naco. Portugal precisa de quem o queira governar para o desenvolver, de o levar pela luz para um futuro ridente ,que saiba ver e resolver os problemas essenciais que trazem o povo no desespero, que haja uma política justa e ajustada a cada problema. Não há nenhuma "maldição" sobre o nosso solo! Se os outros países conseguem progredir Portugal também o pode quando essa for a vontade politica de cada governante.E que cada governante se saiba rodear de técnicos especializados em cada área em cada domínio. Ninguém pode fazer tudo sozinho,nem saber tudo sozinho, por isso é preciso formar equipas em torno dos governantes cuja preocupação seja prioritariamente dar a Portugal o lugar digno que deve ser o seu no seio da comunidade internacional. Afinal dá-se isso com cada um de nós, para se ser respeitado é preciso saber merecê-lo e fazer-se respeitar.
Depois é preciso um ingrediente essencial: é que o Povo de Portugal
perceba de vez que cada acto da nossa vida é politica, que dizer que a vida está cara é politica, que dizer que é preciso que os ordenados acompanhem o custo de vida é politica, e quando o Povo o quiser, Portugal, será País
Fraternas saudações e em Frente Por Portugal
e VIVA A AMIZADE ENTRE TODOS OS POVOS DO MUNDO
Marília Gonçalves

Marília Gonçalves disse...

Vocês, que vão emergir das ondas
em que nós perecemos, pensem,
quando falarem das nossas fraquezas,
nos tempos sombrios
de que vocês tiveram a sorte de escapar.
Nós existíamos através da luta de classes,
mudando mais seguidamente de países que de
sapatos, desesperados!
quando só havia injustiça e não havia revolta.
Nós sabemos:
o ódio contra a baixeza
também endurece os rostos!
A cólera contra a injustiça
faz a voz ficar rouca!
Infelizmente, nós,
que queríamos preparar o caminho para a
amizade,
não pudemos ser, nós mesmos, bons amigos.
Mas vocês, quando chegar o tempo
em que o homem seja amigo do homem,
pensem em nós
com um pouco de compreensão.
Bertolt Brecht

Anónimo disse...

Olá D.Marilia,
embora possa não parecer, fico sinceramente sensibilizado quando há um apelo sentido á justiça, igualdade de oportunidades e ao verdadeiro sentimento de fraternidade, no entanto não devemos nunca substimar a natureza humana e para tal construir mecanismos de correcção e evolução.
atenta e cordialmente,
Bruno

Marília Gonçalves disse...

Olá Bruno viva!
olhe faça-me um favor não me trate por dona, não é necessário sou Marília
meu nome chega-me como marca de respeito.
e quanto à natureza humana, quer crer eu Acredito no ser humano, espécie a que pertenço e da qual me sinto inteiramente solidária
prova desse meu credo? tenho quatro filhos, e se os dei ao mundo, eu que me considero ser consciente,é porque acredito no futuro, no qual sem dúvida temos que ser intervenientes.
lembra-me o poema do António Gedeão quando diz
"os homens nascem maus nós é que havemos de faze-los bons."
abraço e vamos em frente

Marília Gonçalves



Poema do Autocarro



Todos temos culpa, e a nossa culpa e mortal.
Eles virão e eu morrerei sem lhes pedir socorro
e sem lhes perguntar porque maltratam.
Eu sei porque e que morro.
Eles e que não sabem porque matam.
Eles sao pedras roladas no caos,
sao ecos longínquos num búzio de sons.
Os homens nascem maus.
Nos e que havemos de faze-los bons.



Cala-te, estupor.
Tenho vergonha de existir.
Vergonha de aqui estar simplesmente pensando,
colaborando
sem resistir.

Disso, e do resto.
Vergonha de sorrir para quem detesto,
de responder pois e
quando não e.
Vergonha de me ofenderem,
vergonha de me explorarem,
vergonha de me enganarem,
de me comprarem,
de me venderem.

Homens que nunca vi anseiam por resolver o meu problema concreto.
Oferecem-me automóveis, frigoríficos, aparelhos de televisão].
e so estender a mão
e aceitar o prospecto.



Ha?

Ah! Desculpe. Estava distraido.
Um de quinze tostões. Campo de Ourique.

Maquina de fogo, 1961 --António Gedeão

Anónimo disse...

Yeshayahou Leibowitz, né à Rīga en 1903 et mort en 1994 est un chimiste, philosophe et écrivain israélien, considéré comme l'un des intellectuels les plus marquants de la société israélienne, et l'une de ses personnalités les plus controversées pour ses avis tranchés sur la morale, l’éthique, la politique, et la religion.
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Ses remarques, peu après l'invasion du Liban en 1982, sur le fait que certaines actions de soldats israéliens au Liban démontraient l'existence d'une mentalité « judéo-nazie »,
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VIDEO : http://www.dailymotion.com/video/x43rak_yeshayahou-leibowitz-les-judeonazis_politics